
- Ibovespa fecha em novo recorde histórico acima de 150 mil pontos, sustentado por bancos e Petrobras.
- Ações de IA nos EUA, como Nvidia, impulsionam S&P 500 e Nasdaq, impactando mercados globais.
- Semana terá Copom, balanços do 3T25 e atenção a política monetária, prometendo volatilidade e oportunidades.
O Ibovespa fechou nesta segunda-feira, 3 de novembro, em 150.454 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 150 mil e registrando um novo recorde histórico. O índice avançou 0,61%, ou 913,81 pontos, e alcançou máxima intradia de 150.761 pontos.
O real se valorizou frente ao dólar comercial, que caiu 0,42%, cotado a R$ 5,357. Os juros futuros (DIs) subiram ao longo de toda a curva. O movimento reflete também a influência de Wall Street, impulsionada por ações ligadas à inteligência artificial (IA).
Influência de IA em Wall Street
Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Nasdaq fecharam em alta, enquanto o Dow Jones apresentou desempenho misto. O destaque ficou por conta da Nvidia, impulsionada pelo acordo da Microsoft para exportar chips aos Emirados Árabes Unidos, com investimento total de US$ 15,2 bilhões até 2029.
Além disso, a Amazon firmou parceria de US$ 38 bilhões com a OpenAI para fornecimento de chips Nvidia, reforçando sua posição no mercado de nuvem para IA. O setor tecnológico seguiu como principal motor do movimento nos índices norte-americanos.
O ajuste de horários devido ao fim do Horário de Verão nos EUA impactou o pregão brasileiro, que teve uma hora a mais de operação, ajudando na sustentação da alta.
Semana intensa no Brasil
O foco desta semana é a decisão do Copom sobre a Selic, marcada para quarta-feira. Apesar de não se esperar corte, o comunicado pode trazer sinais sobre a trajetória futura da política monetária. Segundo a XP Investimentos, a desinflação e a valorização do real reforçam estabilidade, mas o mercado de trabalho aquecido e a política fiscal expansionista sugerem cautela.
O Boletim Focus segue revisando projeções de inflação para baixo, marcando a sexta semana consecutiva de ajuste. Paralelamente, investidores aguardam balanços de grandes empresas da Bolsa, incluindo Itaú (ITUB4), que deve anunciar lucro líquido de R$ 11,8 bilhões no 3T25, e Petrobras (PETR4), cujo balanço sai na quinta-feira.
Bancos privados também avançaram: Bradesco (BBDC4) subiu 1,10%, Santander (SANB11) 1,22%, e Banco do Brasil (BBAS3) 0,82%. A Vale (VALE3) teve dia volátil e fechou praticamente estável, enquanto a Embraer (EMBJ3) registrou leve alta de 0,32%.
Resultados corporativos
Algumas empresas já divulgaram balanços: Marcopolo (POMO4) apresentou queda de 8,11% nas ações, reagindo a receita abaixo do esperado e volumes domésticos mais fracos. Eletrobras, agora chamada Axia Energia, avançou 0,88% (ELET3) e 0,34% (ELET6), com resultados do 3T25 previstos para quarta-feira.
O fluxo de balanços e decisões do Copom deve gerar volatilidade, reforçando a atenção do mercado. Ademais, analistas recomendam monitoramento próximo dos dados de lucro, produção e execução de investimentos, especialmente no setor financeiro e de commodities.
Em suma, o início de novembro combina recordes históricos, ajustes em Wall Street e atenção às próximas decisões econômicas, formando cenário de alta volatilidade e oportunidades para investidores.