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Fechamento: Ibovespa renova recorde e fecha em nova máxima histórica, mesmo com queda em NY

O índice brasileiro subiu pela décima sessão seguida e se manteve acima dos 153 mil pontos, enquanto Wall Street recuou com pessimismo sobre juros globais.

Fechamento mercado
  • Dólar recua a R$ 5,35 com apoio do exterior e fluxo estrangeiro positivo.
  • Ibovespa sobe +0,03% e fecha em 153.338 pontos, novo recorde histórico.
  • Rede D’Or (RDOR3) avança +8,36% e Minerva (BEEF3) despenca -13,48%.

O Ibovespa voltou a surpreender o mercado nesta quinta-feira (6) ao encerrar em nova máxima histórica, mesmo com as bolsas internacionais em queda. O principal índice da B3 avançou +0,03%, aos 153.338 pontos, renovando o recorde anterior e mostrando força apesar do ambiente externo negativo.

A alta foi impulsionada por ações domésticas ligadas à economia interna, com destaque para Rede D’Or (RDOR3), que disparou +8,36% após forte fluxo comprador. Em contrapartida, Minerva (BEEF3) despencou -13,48%, tornando-se o principal destaque negativo do dia.

Força local compensa queda global

Mesmo com os juros futuros em leve alta, investidores mantiveram o apetite por ações brasileiras. O fluxo estrangeiro segue sustentando o mercado, beneficiado pela Selic em 15% e pelo real mais estável. A sinalização do Banco Central de juros altos por mais tempo continua atraindo carry trade e fortalecendo o desempenho doméstico.

No cenário externo, as bolsas americanas tiveram mais um pregão de perdas expressivas. O S&P 500 caiu -1,12%, enquanto o Nasdaq recuou -1,90%, refletindo cautela dos investidores com a trajetória dos juros nos Estados Unidos. A aversão ao risco global, porém, teve pouco impacto sobre o Brasil, que manteve o sinal positivo durante todo o dia.

Para analistas, o comportamento do Ibovespa reforça o descolamento momentâneo entre o mercado local e o exterior. O fluxo direcionado a ações de empresas de serviços e consumo tem dado sustentação ao índice, que já acumula alta superior a 12% em novembro.

Dólar cai e fecha em R$ 5,35

O dólar encerrou o dia em leve queda de 0,09%, cotado a R$ 5,35, acompanhando o movimento de alívio em emergentes. O ambiente de juros altos e confiança fiscal ajudou a segurar a moeda norte-americana, que vinha de sessões voláteis.

Operadores afirmam que o real segue favorecido pela entrada de capital estrangeiro e pelo otimismo com as perspectivas de inflação controlada. Ainda assim, o mercado segue atento ao noticiário internacional e às discussões sobre o futuro da política monetária no Brasil.

No câmbio turismo, o dólar foi negociado a R$ 5,42 na compra e R$ 5,60 na venda, confirmando o viés de estabilidade.

Expectativas para os próximos dias

Com o Ibovespa em níveis recordes, investidores devem acompanhar os próximos movimentos de realização de lucros. A temporada de resultados segue influenciando o desempenho de papéis individuais, como PETR4, VALE3 e ITUB4, que podem definir o rumo do índice no curto prazo.

Além disso, o mercado monitora os próximos indicadores de inflação e atividade econômica, que podem alterar as apostas para a trajetória da Selic em 2026. O consenso, por ora, segue de manutenção dos juros altos até o início do próximo ano.

Por fim, analistas avaliam que a B3 pode testar novas máximas se o fluxo estrangeiro continuar positivo e se os dados macro reforçarem a estabilidade fiscal. Contudo, o alerta é para eventuais choques externos que possam interromper a tendência.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.