
- Dólar recua a R$ 5,27, com futuros americanos em alta.
- Ibovespa sobe 0,16% e testa os 158 mil pontos.
- Vale (VALE3) lidera ganhos, enquanto Petrobras (PETR4) limita avanço.
O Ibovespa abriu o pregão desta quarta-feira (12) em alta moderada, refletindo o bom humor dos mercados internacionais e o avanço das commodities. Às 10h30, o principal índice da B3 subia 0,16%, aos 157.998,58 pontos, ainda próximo da máxima histórica.
Enquanto isso, o dólar comercial recuava a R$ 5,27, em meio à entrada de capital estrangeiro. Os juros futuros (DIs), por sua vez, mostravam leve oscilação, sem tendência definida.
Vale sustenta alta do índice
As ações da Vale (VALE3) subiam 0,72%, impulsionadas pela recuperação do preço do minério de ferro no mercado asiático. O movimento ajuda a sustentar o Ibovespa, mesmo com o recuo de Petrobras (PETR4), que caía 0,24% no mesmo horário.
Analistas destacam que o fluxo de compra de estrangeiros segue firme nas ações ligadas a commodities, o que tem garantido suporte ao índice. Além disso, a percepção de estabilidade na política fiscal mantém o apetite por risco no mercado doméstico.
Apesar disso, o volume financeiro do dia ainda é considerado moderado, o que pode limitar avanços mais expressivos no curto prazo.
Bancos operam de forma mista
O setor financeiro mostra desempenho dividido nesta manhã. As ações do Itaú (ITUB4) recuam 0,03%, enquanto Santander (SANB11) cai 0,24% e Banco do Brasil (BBAS3) perde 0,60%. Já o Bradesco (BBDC4) avança 0,21%, ajudado pela percepção de melhora na inadimplência.
Apesar da falta de direção única, o setor continua atraente para investidores em busca de dividendos consistentes. O ambiente de juros estáveis e inflação controlada sustenta expectativas positivas para o próximo trimestre.
Mesmo assim, parte dos analistas ainda recomenda cautela, citando possível pressão sobre margens com o crédito mais lento.
Mercados globais em tom positivo
Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em alta. O Dow Jones Futuro avança 0,21%, o S&P500 Futuro sobe 0,32% e o Nasdaq Futuro ganha 0,54%. O tom positivo reflete o otimismo com o ciclo de corte de juros pelo Fed.
Investidores também acompanham dados de inflação e declarações de dirigentes do Federal Reserve. Se o cenário continuar favorável, o fluxo para mercados emergentes tende a aumentar, beneficiando o Brasil.
Assim, o ambiente externo segue como principal vetor de impulso para o Ibovespa, especialmente com o enfraquecimento do dólar globalmente.