Acima das projeções

Moura Dubeux (MDNE3) surpreende analistas e dispara lançamentos acima do previsto

Construtora acelera projetos, supera consenso no lucro e mira novo patamar de crescimento.

Moura Dubeux - Logo
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  • Margem bruta sobe a 41,3% e empresa paga R$ 51 milhões em dividendos
  • Moura Dubeux supera consenso e registra lucro de R$ 118 milhões
  • Lançamentos atingem R$ 3,6 bi e projetam novo patamar anual de R$ 4 bi

A Moura Dubeux (MDNE3) registrou lucro líquido de R$ 118 milhões, alta de 32% em 12 meses, superando o consenso de mercado, que projetava R$ 111 milhões para o trimestre. O desempenho reflete a força do modelo de condomínio fechado, que impulsiona margens e reduz risco financeiro.

Com ritmo forte de lançamentos, a companhia atingiu R$ 1,3 bilhão em VGV líquido, avanço de 22%, consolidando a tendência de aceleração e ultrapassando projeções de bancos para o ano. O mercado começa a enxergar a empresa em um novo ciclo de expansão.

Lançamentos explodem e superam projeções do mercado

A construtora lançou R$ 3,6 bilhões entre janeiro e setembro, volume que praticamente dobra os R$ 2 bilhões registrados no mesmo período de 2024. Assim, a companhia já supera a projeção de R$ 3,5 bilhões feita pelo Itaú BBA para 2025, reforçando a mudança estrutural no ritmo de obras.

Segundo o diretor de RI, Diogo Barral, a Moura Dubeux deve operar em um novo patamar de R$ 4 bilhões em lançamentos anuais, distribuídos de forma equilibrada ao longo dos trimestres. A afirmação confirma o plano estratégico e amplia a visibilidade do crescimento.

O avanço crescerá com a joint venture com a Direcional, voltada às Faixas 3 e 4 do MCMV, com projetos este ano em três capitais.

Vendas crescem, mas velocidade cai; landbank segue robusto

As vendas líquidas atingiram R$ 1 bilhão, alta de 6,6% no ano, enquanto a velocidade de vendas recuou de 29,9% para 25,7%, um ajuste esperado após a onda de lançamentos mais robusta. Mesmo assim, o volume comercializado reforça a execução consistente.

O landbank subiu para R$ 9,7 bilhões em VGV potencial, em 56 terrenos; 70% foram adquiridos por permuta, preservando caixa e reduzindo alavancagem. Esse estoque garante capacidade para sustentar o novo ciclo de expansão.

A margem bruta atingiu 41,3%, avanço de 12 pontos percentuais, refletindo a maior eficiência do modelo de condomínio fechado e um ambiente operacional mais favorável.

Dívida sobe, mas alavancagem permanece saudável

A dívida líquida aumentou 35% no trimestre e 284% em 12 meses, alcançando R$ 246 milhões, movimento considerado natural pela administração diante da fase de aceleração. A alavancagem ficou em 13,6% do patrimônio, nível ainda confortável para o setor.

O ROE permaneceu em 21%, evidenciando rentabilidade elevada mesmo com o aumento de capital empregado. A forte geração de caixa operacional, combinada com a estrutura enxuta, mantém a empresa em posição sólida.

A companhia anunciou R$ 51 milhões em dividendos, ou R$ 0,60 por ação, reforçando o compromisso de ampliar o retorno ao acionista nos próximos trimestres.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.