
- Treasuries recebem US$ 8,8 bilhões e ampliam demanda por segurança.
- Techs devem encerrar 2025 com entrada recorde de US$ 75 bilhões.
- Criptos sofrem saída de US$ 2,2 bilhões em meio à aversão ao risco.
O setor de tecnologia segue na liderança dos fluxos globais e deve fechar 2025 com uma entrada recorde de US$ 75 bilhões, segundo o BofA. A força dos aportes permanece apesar das dúvidas sobre valuations e da correção recente nos índices americanos.
Mesmo com a queda de 2% no índice de tecnologia na quinta-feira, o setor ainda atraiu US$ 4,4 bilhões na última semana. O movimento reforça a demanda contínua por empresas ligadas à inovação, que continuam entre as preferidas dos investidores institucionais.
Fluxo segue firme, apesar da correção
As ações de tecnologia passaram a maior parte do ano em alta, com o Nasdaq acumulando 14% e alcançando máximas históricas no fim de outubro. A realização recente ocorre num ambiente de preocupação com múltiplos esticados, mas não impediu a continuidade dos aportes.
De acordo com o BofA, o interesse permanece sustentado por expectativas de crescimento estrutural, impulsionado por inteligência artificial e cloud, setores que seguem com alta demanda global. Além disso, investidores continuam a realocar parte de suas posições defensivas para techs, buscando retorno maior.
Embora o mercado esteja mais volátil, analistas avaliam que o movimento de correção abre espaço para compras, já que a tendência estrutural de longo prazo segue favorável para empresas de alto crescimento.
Criptos enfrentam fuga intensa após aversão ao risco
Enquanto tecnologia recebe aportes robustos, os fundos de criptomoedas registraram saídas de US$ 2,2 bilhões, o segundo maior fluxo negativo já visto. A turbulência recente levou Bitcoin e Ethereum às mínimas de vários meses.
Esse movimento ocorreu em paralelo a liquidações expressivas no mercado futuro, intensificando o cenário de estresse. Mesmo após meses de direção clara, o setor agora sofre pressão causada pela aversão ao risco global e por ativos digitais negociados com menor liquidez.
Além disso, o desempenho mais fraco das criptos coincide com revisões negativas de curto prazo para ativos mais sensíveis à confiança do investidor, o que amplia a migração para mercados considerados mais seguros.
Busca por segurança fortalece Treasuries
No mesmo período, os Treasuries americanos receberam US$ 8,8 bilhões, maior entrada semanal desde abril. O fluxo acelerado ocorre em meio à busca por proteção, já que tensões internas e decisões recentes da Casa Branca reacenderam incertezas nos mercados.
O BofA destaca que a volatilidade aumentou desde que tarifas impostas pelo governo Trump voltaram a impactar cadeias globais. Como resultado, investidores migraram parte do capital para papéis de renda fixa considerados mais estáveis.
Apesar disso, uma parcela relevante dos gestores continua alternando posições entre Treasuries e tecnologia, num movimento que busca equilíbrio entre proteção e exposição a setores de maior crescimento.