
- Brasil deve liderar demanda por sondas até 2029, segundo a Valaris
- Petrobras (PETR4) adia acordos de perfuração em Búzios para 2026
- Superoferta global e custos altos pressionam decisões da indústria offshore
A Petrobras (PETR4) decidiu adiar a assinatura de até quatro contratos de perfuração no campo de Búzios, o maior ativo marítimo da estatal. A expectativa era concluir os acordos ainda em 2025, porém a decisão deve empurrar o processo para 2026, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.
O movimento ocorre enquanto a empresa amplia o estudo do reservatório para posicionar novos poços com maior precisão, mesmo em um cenário de superoferta global que pressiona preços e investimentos.
Búzios avança, mas estratégia muda por causa do reservatório
O campo de Búzios, que já superou 1 milhão de barris por dia, é crucial para o avanço da produção brasileira.
Embora o plano fosse acelerar o ciclo de perfuração, a Petrobras prefere ampliar o mapeamento geológico. Assim, busca reduzir riscos e otimizar a localização dos próximos poços.
Como resultado, fornecedores receberam prazo até o fim de 2025 para revisar propostas, o que marca uma mudança importante no planejamento operacional.
Superoferta global pressiona indústria de sondas
O mercado internacional vive uma fase de baixa demanda por navios-sonda, impulsionada por custos altos e petróleo mais barato.
Além disso, a Agência Internacional de Energia estima que a oferta global excederá a demanda em mais de 4 milhões de barris por dia em 2026, cenário que afeta decisões de perfuração em águas profundas.
Mesmo assim, empresas como a Valaris projetam que o Brasil responderá por quase um terço da demanda global de sondas até 2029.
Fornecedor revê preços enquanto Petrobras ajusta investimentos
A Petrobras informou apenas que o processo de contratação segue em andamento, sem detalhar datas.
Analistas afirmam que a companhia pressiona fornecedores para reduzir custos e compensar a queda do petróleo.
O setor, por sua vez, vive período de baixa, mas prevê aumento da atividade em 2026, o que tende a encarecer a contratação de unidades de perfuração.