
- Vibra e Oceanpact seguem como escolhas preferidas entre small caps
- Petroleiras sofrem pressão com queda do petróleo, destaque para PETR4, PRIO3 e RECV3
- Analistas recomendam atenção à execução de projetos e alocação de capital
Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira (25), com Brent recuando 1,46% a US$ 61,80 e WTI caindo 1,51% a US$ 57,95. As principais petroleiras e juniores brasileiras também operaram em baixa, incluindo PETR4 (-1,05%), PRIO3 (-2,80%) e RECV3 (-2,51%).
Analistas destacam que, diante do cenário, o foco deve ser na execução dos planos de negócios e na alocação de capital de cada companhia.
Petrobras (PETR4)
A Genial Investimentos vê a Petrobras com fundamentos sólidos, apesar de riscos relacionados à alocação de capital.
Além disso, a estatal apresentou produção recorde, custos controlados e boa geração de caixa no 3T25. Nesse sentido, para a corretora, o desconto atual da ação é exagerado frente ao ROE, dividendos e fluxo de caixa.
Portanto, o Bradesco BBI alerta que fluxos de capital podem ser impactados por eleições, mas fundos se mostram prontos a investir dependendo do cenário político.
PRIO (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3)
A PRIO3 segue com execução de projetos conforme planejado, incluindo a aquisição antecipada do campo de Peregrino, o que deve acelerar sinergias.
Recomendações: compra, preço-alvo R$ 69 (Genial) e R$ 62 (BBI).
A RECV3 mantém produção estável em cerca de 26 mil barris/dia, com capex estimado em US$ 150 mi e fluxo de caixa livre projetado em US$ 60 mi.
Recomendação: neutra, preço-alvo R$ 16,50.
Outras petroleiras e small caps
- Brava Energia (BRAV3): operação estável, investimentos contidos e geração de caixa limitada.
- Vibra Energia (VBBR3): atrativa por dividendos e exposição a juros baixos, preço-alvo R$ 30.
- Oceanpact (OPCT3): forte potencial de melhoria do fluxo de caixa livre, preço-alvo R$ 10, com EBITDA anualizado previsto em R$ 1 bi.