
- Projeto piloto em MG acelera preparação para novos investimentos
- Petrobras (PETR4) confirma disputa nos leilões de potência e baterias em 2026
- Estatal vê armazenamento como oportunidade dentro da transição energética
A Petrobras (PETR4) confirmou que vai participar do leilão de reserva de capacidade de 2026, tanto na disputa de potência quanto na concorrência voltada a baterias. A decisão marca um passo mais amplo da estatal dentro da transição energética.
Embora já tivesse interesse no leilão de potência marcado para março, a companhia adicionou o segmento de armazenamento à estratégia, já que o leilão de baterias ocorrerá em abril. O movimento reforça a busca da empresa por novas fontes de receita.
Petrobras acelera aposta no armazenamento por baterias
O gerente de Gestão Integrada da Transição Energética, Carlos Alberto Marçal, afirmou que o leilão cria uma porta de entrada eficiente para o setor. Além disso, ele destacou que o armazenamento por baterias já estava no radar estratégico da companhia.
Segundo Marçal, o segmento tem potencial para ampliar a segurança do sistema elétrico, porque oferece estabilidade em períodos de maior uso. Assim, a Petrobras mantém a política de diversificação e responde ao avanço das renováveis.
Ele explicou também que a empresa vê o mercado como uma oportunidade concreta, o que reforça o plano de marcar posição em áreas tecnológicas que crescem rápido.
Parque de baterias pode começar a operar em 2028
Caso vença o leilão, a Petrobras planeja entregar um parque de baterias pronto em 2028. Ainda assim, Marçal pontuou que o cronograma depende das regras que o governo vai definir.
Por isso, a companhia avalia cenários de investimento e estruturação interna. As decisões podem ajustar o ritmo do projeto e moldar a entrada da estatal em armazenamento de energia.
Com isso, a empresa mantém uma estratégia alinhada ao avanço do setor e prepara bases técnicas para acelerar o uso de novas soluções.
Projeto piloto em MG reforça preparação técnica
A gerente-geral de Transição Energética do Cenpes, Roberta Mendes, informou que já existe um projeto piloto de bateria integrado a uma térmica em Juiz de Fora (MG). Embora tenha evitado detalhes, ela reforçou que o piloto contribui para testar tecnologia e operação.
O projeto também ajuda a entender desafios de integração, o que acelera a curva de aprendizado da estatal. Além disso, prepara a Petrobras para ampliar investimentos em escala comercial.
Assim, a empresa constrói conhecimento técnico e se posiciona antes da formalização das regras dos leilões.