
- Privatização ganha tração e CSMG3 sobe 4% com expectativa de valor adicional
- Copasa (CSMG3) fecha acordo com BH para estender concessão até 2073
- Outorga de até R$ 1,5 bilhão e novas regras regulatórias aumentam previsibilidade
A Copasa (CSMG3) deu um passo essencial na agenda de privatização ao assinar uma carta de intenções com a Prefeitura de Belo Horizonte, seu maior mercado. O documento define os termos para a extensão da concessão, cuja formalização deve ocorrer nas próximas semanas.
Com o avanço, as ações CSMG3 subiram 4%, fechando a R$ 43,42 nesta segunda-feira (8), em meio à leitura de que o acordo aumenta previsibilidade e reduz riscos regulatórios antes da privatização.
Acordo estende concessão e define outorga bilionária
O documento firmado prevê que a concessão será estendida até 2073, mediante pagamento de outorga entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão.
Esse valor entrará na base regulatória, fortalecendo a estrutura econômica do contrato. Além disso, o acordo inclui melhorias no modelo regulatório, como nova metodologia de WACC e regras de compartilhamento de ganhos.
A assinatura final depende da ARSAE, que deve validar as condições definidas. Mesmo em caso de privatização, todas as regras permanecerão válidas, o que reforça o caráter estrutural do avanço para o setor.
Portanto, segundo analistas, a extensão reduz incertezas críticas que poderiam afetar a avaliação da companhia durante o processo de venda.
Analistas veem criação de valor com novas regras
O Bradesco BBI afirmou que o acordo reforça a tese de valorização da Copasa no processo de privatização previsto para o primeiro trimestre de 2026 (1T26).
Nesse sentido, a instituição destacou o potencial de ganhos operacionais, além de um retorno regulatório mais eficiente com as novas diretrizes.
Além disso, o relatório manteve recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 56, mas ressaltou gatilhos importantes no curto prazo. Entre eles, estão a votação do projeto de privatização, o anúncio da revisão tarifária de dezembro e a assinatura definitiva do contrato com BH.
Portanto, para a Genial Investimentos, a extensão contratual até 2073 reduz riscos regulatórios e garante maior previsibilidade de receitas, o que fortalece a Copasa dentro do Novo Marco Legal do Saneamento.
Instituições reforçam otimismo com agenda de privatização
O Itaú BBA avaliou que os desdobramentos recentes mostram avanço consistente tanto no campo contratual quanto no legislativo.
Sendo assim, a instituição citou que a gestão da Copasa tem conseguido ampliar o escopo de contratos e pavimentar o caminho para a aprovação final do processo até 2025.
Ademais, o BBA reiterou recomendação outperform, equivalente à compra, com preço-alvo de R$ 43,20, reforçando a expectativa de valorização conforme as etapas da privatização avancem.
Por fim, o consenso entre analistas aponta que o acordo com Belo Horizonte é um marco decisivo para destravar a venda da estatal e elevar a confiança do mercado.