Retorno aos acionistas

PRIO (PRIO3) acena com dividendos e prepara virada decisiva para 2026

Petroleira indica que deve apresentar política de retorno ao acionista no próximo ano, impulsionando expectativa por dividendos.

PRIO (PRIO3) acena com dividendos e prepara virada decisiva para 2026
  • Analistas mantêm forte visão positiva sobre execução e eficiência operacional
  • PRIO (PRIO3) sinaliza criação de política de dividendos para 2026
  • Produção deve alcançar 200 mil barris/dia em meados de 2026 com Wahoo

A PRIO (PRIO3) reforçou, durante seu Investor Day, que pretende estabelecer uma política de retorno aos acionistas no próximo ano. A sinalização elevou o otimismo do mercado, já que a empresa reduziu dívidas após a integração de Peregrino.

Além disso, a companhia mostrou que mantém uma estratégia focada em eficiência operacional, disciplina de capital e execução, o que aumenta a confiança sobre futuros dividendos.

Estratégia financeira e expectativa de dividendos

O Itaú BBA afirmou que a PRIO está pronta para iniciar uma fase de retornos mais previsíveis, sobretudo porque a empresa não enfrenta mais limitações externas. Dessa forma, a agenda de execução interna será decisiva para liberar espaço para dividendos.

A XP destacou que a alavancagem será o principal termômetro para distribuições. A PRIO quer reduzir o indicador para 1,0x Dívida Líquida/Ebitda até 2027, mas, segundo a corretora, isso pode ocorrer antes caso não haja grandes transações. Além disso, a Genial informou que a companhia deve apresentar sua política formal de dividendos até o fim do 1º semestre de 2026.

O Goldman Sachs, por outro lado, avaliou que a prioridade imediata continuará sendo a desalavancagem, o que reduz o espaço para pagamentos relevantes no curto prazo. Contudo, o JPMorgan avalia que 2026 será um ano-chave de execução, principalmente com o ramp-up de Peregrino e Wahoo.

Produção e operações

A Genial Investimentos ressaltou que os motores de criação de valor seguem claros: avanço de Wahoo, redução de custos em Peregrino, otimização de Albacora Leste e melhorias operacionais em Frade. Esses fatores devem garantir maior estabilidade operacional.

A equipe avalia que a PRIO deve fechar 2025 com 150 mil barris/dia, enquanto 2026 deve marcar o salto para 200 mil barris/dia, impulsionado pelo início da produção em Wahoo. Depois disso, a empresa pretende manter níveis estáveis até 2027.

O capex orgânico projetado para 2026 ficará entre US$ 450 milhões e US$ 500 milhões, com foco em perfurações e otimizações. Esse investimento sustentará uma produção alinhada à meta de 200 mil barris por dia.

Recomendações do mercado

O Itaú BBA, a Genial e o JPMorgan mantiveram recomendação de outperform para PRIO3, com preços-alvo de R$ 62, R$ 69 e R$ 55, respectivamente.

O BTG também reiterou compra, com alvo em R$ 56, destacando crescimento de produção e redução de custos.

O Goldman Sachs, entretanto, manteve recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 48,30, argumentando que a desalavancagem seguirá como prioridade.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.