
- Estratégias com FIIs, ETFs e derivativos ganham força para renda passiva
- Fiagros lideram 2025 com retorno de 24% e seguem no radar para 2026
- XP alerta para armadilhas: DY elevado, preço e tese mal compreendida
Os fiagros lideraram o desempenho entre os fundos listados em 2025, com retorno médio de 24%, segundo a XP Research. O avanço superou os 17,5% dos FIIs, impulsionado pela recuperação do agronegócio e pela redução dos ruídos jurídicos que marcaram 2024. A XP, porém, reforça que 2026 exigirá mais filtro e disciplina.
Mesmo com ambiente mais favorável, a casa alerta que parte dos fundos segue pressionada por Selic elevada, dívida atrelada ao CDI e margens apertadas no setor agrícola. A XP adota postura “cautelosamente otimista” para 2026, apoiada pela expectativa de cortes graduais de juros no Brasil e nos EUA.
Seleção será chave
A XP destaca que há fiagros descontados, que atravessaram o pior momento sem deterioração de crédito, mas outros carregam riscos que justificam preços menores.
Nesse sentido, o alerta inclui três armadilhas clássicas: olhar apenas o dividend yield, ignorar o preço pago e investir sem entender a tese do fundo.
Assim, a casa reforça que yields elevados podem sinalizar problemas futuros, e comprar fundos “da moda” tende a reduzir o retorno total.
Desse modo, entender a tese é crucial para evitar saídas precipitadas diante da volatilidade.
Carteiras para renda passiva em 2026
Para investidores iniciantes, a recomendação é priorizar FIIs, ETFs amplos e setores previsíveis, como logística, shoppings e fundos de papel.
Além disso, a estratégia oferece estabilidade enquanto o investidor aprende sobre ciclos e valuation.
Já perfis avançados podem usar derivativos para potencializar retornos, com operações como lançamento coberto e venda de puts, capazes de elevar dividendos anuais para 15% ou 16% com risco controlado.
Caminho dos dividendos não é linear
Especialistas alertam que a jornada da renda passiva envolve ciclos, crises e eventos que afetam pagamentos.
Ademais, nos EUA, referências como os Dividend Kings e Dividend Aristocrats representam negócios resilientes que aumentam dividendos há décadas.
Por fim, a previsibilidade desses casos, segundo analistas, ainda supera a realidade brasileira, mas serve como norte para construção de portfólios sólidos.