Onde investir

Selic travada em 15% mantém renda fixa no radar e muda a escolha do investidor

Copom segura juros, fortalece títulos públicos e exige mais cautela no crédito privado.

Esqueca renda fixa ganhe com dividendos
Esqueca renda fixa ganhe com dividendos
  • Crédito privado segue seletivo, com foco em setores defensivos.
  • Selic em 15% sustenta forte atratividade da renda fixa.
  • Tesouro IPCA+ e prefixados curtos ganham espaço na estratégia.

A manutenção da Selic em 15% ao ano reforçou a atratividade da renda fixa, que segue oferecendo retorno elevado com risco controlado, mesmo sem sinal claro de corte de juros no curto prazo.

Com o tom duro do Copom, investidores voltam a priorizar proteção patrimonial, enquanto ajustam a estratégia para capturar ganho de capital ao longo da curva de juros.

Onde investir agora

No Tesouro Direto, o Tesouro Selic continua indicado para reserva de emergência. No entanto, especialistas destacam oportunidades no Tesouro IPCA+, sobretudo nos vencimentos entre 2029 e 2035, que oferecem juros reais elevados.

Já nos prefixados, a recomendação recai sobre prazos curtos e intermediários, permitindo travar taxas altas antes de uma eventual queda da curva.

Assim, o investidor equilibra segurança e potencial de valorização.

Crédito privado pede seleção

No crédito privado, a análise exige mais cautela. O foco deixa de ser apenas o Copom e passa para o spread de crédito e a qualidade do emissor.

As debêntures incentivadas seguem entre as preferidas, por combinarem isenção de IR e taxas reais atrativas. Setores defensivos, como energia, saneamento e infraestrutura, continuam dominando as recomendações.

Por outro lado, setores cíclicos e mais dependentes de juros baixos exigem atenção redobrada neste momento.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.