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Vale (VALE3) volta ao radar do Morgan e banco crava compra após alta

Mesmo após forte valorização, Morgan Stanley vê boa relação risco-retorno e eleva preço-alvo dos ADRs.

VALE3 a queridinha dos analistas para Junho de 2020
VALE3 a queridinha dos analistas para Junho de 2020
  • Morgan Stanley eleva Vale (VALE3) para compra após alta recente
  • Dividendos elevados e valuation descontado sustentam a tese
  • Preço-alvo dos ADRs sobe para US$ 15, com upside de 17,5%

O Morgan Stanley elevou a recomendação dos ADRs da Vale (VALE3) de neutra (equalweight) para compra (overweight), mesmo após a alta recente das ações. O banco também aumentou o preço-alvo de US$ 13 para US$ 15, o que indica potencial de valorização de 17,5%.

Segundo o relatório, a mineradora segue atrativa por combinar disciplina na alocação de capital, excelência operacional no minério de ferro e crescimento relevante no cobre, mesmo em um cenário global mais desafiador para metais.

Avaliação e fundamentos

Para o Morgan, as ações da Vale (VALE3) embutem hoje um preço de US$ 74 por tonelada de minério de ferro, bem abaixo da projeção de US$ 90/t no longo prazo. Ao mesmo tempo, o banco destaca a queda dos desembolsos de caixa e a redução das incertezas ligadas a barragens.

Além disso, a instituição projeta dividend yield de 8,6% em 2026, sustentado pela redução contínua da dívida líquida expandida. Esse conjunto reforça a leitura de valuation descontado frente aos pares globais.

Em termos relativos, o papel negocia a 3,8 vezes EV/Ebitda e 5,8 vezes lucro, com FCF yield de 8,4% nas novas estimativas para 2026, níveis considerados baixos para o setor.

Commodities dão suporte à tese

No cenário de commodities, o Morgan avalia que o minério de ferro deve encontrar suporte em minas de alto custo na China. Assim, as quedas tendem a ser limitadas, apesar do excedente esperado.

O banco mantém visão otimista para o cobre no curto prazo. Além disso, vê espaço para alta no primeiro semestre de 2026, diante da oferta restrita.

Já o alumínio pode acompanhar esse movimento. Enquanto isso, o ouro deve subir menos, embora sem sinal claro de reversão de tendência.

Por outro lado, o principal risco segue ligado a uma desaceleração global. Esse cenário pode se agravar com tensões geopolíticas, tarifas americanas ou rápida expansão do projeto Simandou.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.