
- Bitcoin cai para US$ 86 mil com rotação em ações e pressão macroeconômica
- Suportes técnicos entram em teste em meio à aversão ao risco
- ETFs registram resgates recordes, ampliando o fluxo vendedor
O Bitcoin (BTC) opera em forte queda nesta terça-feira (16) e é negociado perto de US$ 86 mil, pressionado pelo mau humor nos mercados globais. O movimento acompanha a queda dos futuros de Nova York e reforça a aversão ao risco após novos dados de emprego nos Estados Unidos.
Além disso, a criptomoeda sofre com resgates elevados em ETFs, enfraquecimento do sentimento dos investidores e ausência de compradores consistentes. O cenário coincide com a rotação no mercado acionário, que tem penalizado ativos de crescimento.
Queda acumulada e pressão macro
O Bitcoin já acumula desvalorização próxima de 30% em relação ao recorde histórico acima de US$ 126 mil, registrado no início de outubro. O movimento reflete a saída gradual de investidores que compraram o ativo perto das máximas.
O dado de emprego dos EUA mostrou recuperação das contratações em novembro. Ainda assim, a taxa de desemprego em 4,6% reforçou a leitura de desaceleração do mercado de trabalho e elevou a cautela global.
Esse ambiente tem favorecido a migração de recursos para ativos defensivos. Ao mesmo tempo, ativos ligados a tecnologia e crescimento, incluindo criptoativos, seguem sob pressão.
ETFs ampliam pressão vendedora
Os ETFs de Bitcoin e Ethereum negociados nos EUA registraram resgates líquidos de US$ 582 milhões na segunda-feira (15). Esse foi o maior volume desde 20 de novembro.
Além disso, segundo dados da Glassnode, o custo médio de compra do Bitcoin pelos ETFs americanos está perto de US$ 83 mil. Esse patamar tem funcionado como suporte técnico nas quedas recentes.
O Ethereum (ETH) também acompanha o movimento negativo. Portanto, o ativo é negociado perto de US$ 2.899, com queda de 7,4% em 24 horas.
Níveis técnicos no radar
Na análise técnica, a trader Ana de Mattos afirma que, se o fluxo vendedor persistir, o Bitcoin pode buscar suporte em US$ 85.600. Um movimento mais forte pode levar o preço até US$ 79.000.
Ademais, em um cenário de recuperação, as principais resistências aparecem em US$ 94.500 e US$ 101.300. A retomada depende de melhora no sentimento global e no fluxo comprador.
Por fim, para o Ethereum, o suporte relevante está em US$ 2.840. Caso haja reversão, as resistências ficam em US$ 3.415 e US$ 3.890.