
- BBI mantém compra e eleva preço-alvo da Aura Minerals (AURA33)
- Ouro elevado e FCF robusto sustentam tese positiva
- Produção deve crescer 38% em 2026 e dobrar até 2028
As ações da Aura Minerals (AURA33) seguem no radar do mercado após uma valorização expressiva de 77% desde agosto. Mesmo assim, o Bradesco BBI manteve a recomendação de compra, sustentado pela combinação entre crescimento operacional e preços elevados do ouro.
O banco também elevou o preço-alvo para o fim de 2026, passando de US$ 35 para US$ 59 por ação nos papéis negociados nos EUA. A revisão incorpora resultados recentes, novas premissas macroeconômicas e projeções mais altas para o metal.
Produção cresce e sustenta tese
O BBI destaca a evolução consistente da produção da Aura Minerals nos últimos trimestres. Com base nesse ritmo, o banco projeta produção de 380 mil onças em 2026, alta de 38% na comparação anual.
Para 2028, a expectativa sobe para 550 mil onças, praticamente dobrando o nível estimado para 2025. Esse avanço é sustentado pela melhoria das operações existentes e pela integração de novos ativos.
Segundo o banco, contribuem para o crescimento a integração de Serra Grande, expansões em Almas e Borborema e o avanço dos projetos Matupá e Era Dorada.
Ouro elevado impulsiona valuation
Mesmo após a disparada das ações, o BBI avalia que a Aura ainda precifica o ouro de forma conservadora no longo prazo. O banco estima preço estrutural de cerca de US$ 2.800 por onça, abaixo do valor à vista próximo de US$ 4.300.
Além disso, para o setor, a projeção média do ouro foi elevada para US$ 4.200/oz em 2026 e US$ 3.700/oz em 2027. No horizonte de longo prazo, a média estimada é de US$ 3.300/oz.
Portanto, o cenário reflete demanda persistente de bancos centrais, maior interesse de investidores e um dólar mais fraco por período prolongado.
Rendimento reforça atratividade
De acordo com o banco, a Aura Minerals apresenta o maior rendimento de FCF entre empresas de Materiais da América Latina.
Ademais, o papel negocia com FCF yield estimado em 8% para 2026.
Por fim, mesmo considerando riscos macroeconômicos e geopolíticos, além de pressões inflacionárias, o BBI vê uma relação risco-retorno favorável para a ação.