
- Cosan (CSAN3) e Rumo (RAIL3) lideram quedas do Ibovespa nesta terça-feira
- Cosan vende 5% da Rumo, mas mantém exposição via derivativos
- Analistas veem operação como neutra, sem impacto econômico relevante
As ações da Cosan (CSAN3) e da Rumo (RAIL3) figuram entre as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (16), após a holding divulgar uma operação envolvendo venda de ações da Rumo e uso de derivativos para manter exposição econômica.
Por volta das 15h25, CSAN3 recuava 5,08%, a R$ 5,60, enquanto RAIL3 caía 5,24%, a R$ 15,01, em um pregão marcado por aversão ao risco e queda de cerca de 1,5% do Ibovespa.
O que a Cosan fez
Em fato relevante divulgado em 15 de dezembro, a Cosan (CSAN3) informou que vendeu ações da Rumo (RAIL3) equivalentes a cerca de 5% do capital social da companhia.
Ao mesmo tempo, a holding executou instrumentos derivativos do tipo total return swap.
Desse modo, esses instrumentos replicam a mesma exposição econômica das ações vendidas, mantendo seus interesses financeiros na controlada.
Estratégia e leitura do mercado
Segundo a Cosan, a operação segue alinhada à estratégia de liquidez e gestão de caixa.
Além disso, acontece sem reduzir direitos políticos ou econômicos na Rumo, onde a holding ainda detém 30,3% do capital total.
Na avaliação do Goldman Sachs, a notícia é neutra, já que não altera materialmente a dívida líquida abrangente, mesmo considerando o passivo relacionado ao swap.
Contexto financeiro e recomendações
A participação da Cosan na Rumo vale cerca de R$ 8,9 bilhões, enquanto a fatia de 5% na transação soma aproximadamente R$ 1,5 bilhão.
No 3º trimestre de 2025, antes da captação de R$ 10,5 bilhões, a Cosan tinha caixa de R$ 3,5 bilhões e dívida só em 2028.
Por fim, o Goldman Sachs mantém recomendação neutra para CSAN3, com preço-alvo de R$ 6, indicando potencial de alta de 1,7% frente ao fechamento anterior.