
- Assembleia de MG aprova lei da privatização da Copasa (CSMG3)
- Bancos divergem sobre potencial, com preço-alvo entre R$ 27 e R$ 56
- Leilão é esperado para abril de 2026, mas depende de etapas regulatórias
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou a lei que autoriza a privatização da Copasa (CSMG3), encerrando a etapa política do processo.
Com isso, o mercado avalia que o caminho até o leilão previsto para abril de 2026 ficou mais claro, embora ainda dependa de etapas regulatórias e contratuais relevantes.
Avaliação dos bancos
O Bradesco BBI considera a aprovação um dos principais eventos para redução de risco da tese, pois aumenta a probabilidade de entrada de um investidor estratégico.
Ainda assim, o banco manteve recomendação neutra, citando incertezas sobre os termos do contrato com Belo Horizonte e o formato da oferta.
O preço-alvo é de R$ 56, com upside de 31% até o fim de 2026.
Genial e Itaú divergem
A Genial Investimentos também classifica a aprovação como um evento transformacional, com potencial relevante de destravamento de valor.
Apesar disso, a casa reiterou recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 27, destacando que ainda existem etapas críticas, como Tribunal de Contas, extensão de concessões e estruturação final do projeto.
Já o Itaú BBA manteve recomendação outperform (compra), com preço-alvo de R$ 43,20, avaliando que as chances de privatização aumentaram significativamente nos últimos meses.
Modelo e próximos gatilhos
Segundo o BBA, a lei permite a privatização por venda total ou parcial da participação do Estado ou por aumento de capital com emissão de novas ações.
Agora, o texto segue para sanção do governador, enquanto o mercado acompanha a nota técnica do próximo reajuste tarifário, esperada para as próximas semanas, com vigência em janeiro de 2026.
Além disso, avanços na prorrogação do contrato com Belo Horizonte podem servir como novo gatilho positivo para a tese.