
- Brava negocia venda de poços de gás que pode chegar a US$ 450 milhões
- Divergência de preço mantém operações em aberto
- Ecopetrol estuda oferta por ações e mira posição de controle
A Brava Energia (BRAV3) intensificou negociações estratégicas no fim de ano e avalia vender poços de gás para a Eneva, além de atrair o interesse da colombiana Ecopetrol.
Segundo apuração do Pipeline, os movimentos envolvem ativos relevantes, possível mudança acionária e podem reprecificar a empresa.
Venda de poços entra na mesa
A Brava negocia a venda de três poços de gás para a Eneva, que conta com assessoria do Goldman Sachs.
O negócio pode alcançar US$ 450 milhões, conforme as discussões atuais.
Os ativos em análise incluem Recôncavo, Peroá e Manati. Assim, a empresa busca destravar valor e reduzir exposição operacional.
Ecopetrol mira participação relevante
Em paralelo, a Ecopetrol, assessorada pelo Itaú BBA, avalia apresentar uma oferta não vinculante por cerca de 15% das ações da Brava.
Além disso, o grupo estuda compras adicionais em mercado e uma possível OPA pró-rata para atingir até 50% do capital.
Dessa forma, a estatal colombiana poderia consolidar as reservas da Brava em seus balanços.
Preço ainda trava avanços
Apesar do interesse, as partes ainda divergem sobre valuation.
As ações da Brava saltaram pela 3ª sessão consecutiva e já subiram 18% na semana.
Apesar disso, as fontes afirmam que as transações seguem condicionadas e podem não avançar.
Empresas se manifestam
Após a publicação, Eneva e Brava Energia divulgaram comunicado ao mercado.
As companhias afirmaram que avaliam oportunidades, mas não estão em negociação formal neste momento.
O Pipeline reiterou as informações apuradas. A Ecopetrol não comentou.