
- Alguns itens caem, como pernil suíno (-12,6%) e azeites (-20,4%), amenizando a pressão
- Peru lidera altas com avanço de 65,3% em 12 meses, seguido por aves natalinas e frutos secos
- Bacalhau chega a R$ 179/kg, enquanto castanhas e amêndoas sobem perto de 20%
A ceia de Natal ficou significativamente mais cara no Brasil em 2025. Um levantamento da Neogrid mostra que itens típicos registraram alta de até 65,3% entre outubro de 2024 e outubro de 2025, pressionando o orçamento das famílias às vésperas das festas.
Ao todo, 20 produtos e categorias foram analisados, dos quais 14 apresentaram aumento de preços no período. As maiores altas se concentram em proteínas e itens importados ou afetados por problemas climáticos.
Maiores altas da ceia em 12 meses
O peru, principal símbolo da ceia, liderou o ranking com alta de 65,3%.
Logo depois, aparecem as aves natalinas, com avanço de 42,8%, refletindo a queda da produção nacional e o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul.
Além disso, frutos secos também pesaram no bolso. O bacalhau salgado seco subiu 22,2%, enquanto amêndoas avançaram 20% e castanhas, 19,6%. Já o bacalhau dessalgado ou congelado teve aumento de 17,8% no período.
Produtos que aliviaram o orçamento
Apesar do cenário pressionado, alguns itens registraram queda relevante.
O pernil suíno recuou 12,6%, surgindo como uma das principais alternativas à ave natalina tradicional.
Porém, os azeites registraram as maiores reduções.
O azeite de oliva virgem caiu 20,4%, enquanto o azeite de oliva extra virgem recuou 17,3%, ajudando a compensar parcialmente o encarecimento da ceia.
Preços do bacalhau chegam a R$ 179 o quilo
No mercado atacadista e varejista especializado, os preços seguem elevados.
No Cadeg, no Rio de Janeiro, o lombo de bacalhau Morhua ou Porto é vendido a R$ 179/kg. O bacalhau inteiro custa R$ 149,90/kg, enquanto a lasca sai por R$ 99,90/kg.
Mesmo com a alta acumulada, a expectativa do setor é de crescimento do consumo, impulsionado pelo pagamento do 13º salário e pela proximidade das festas de fim de ano.
Consumo deve crescer apesar da alta
Segundo a Abras, a cesta de produtos natalinos está 3,5% mais cara do que em 2024.
Ainda assim, a entidade projeta crescimento médio de 15% no consumo das famílias durante o período natalino.
Por fim, muitos consumidores antecipam compras, reduzem quantidades ou substituem produtos para equilibrar tradição e orçamento diante de um Natal mais caro em 2025.