
- Etanol foi competitivo em apenas três Estados
- Eficiência do veículo pode mudar a decisão do consumidor
- Paridade nacional ficou acima do nível tradicional de vantagem
O etanol foi mais competitivo que a gasolina em apenas três Estados na última semana, segundo dados consolidados do mercado. Na média nacional, o biocombustível registrou paridade de 71,41%, nível considerado desfavorável frente ao derivado do petróleo.
Apesar disso, executivos do setor avaliam que o etanol pode manter vantagem econômica mesmo acima da referência tradicional de 70%, enquanto isso depende do desempenho e da eficiência energética de cada veículo.
Onde o etanol ainda compensa
O levantamento mostra que o etanol apresentou vantagem clara em Mato Grosso do Sul, com paridade de 67,17%. Assim, o combustível renovável segue como opção mais barata para o consumidor local.
Além disso, em Mato Grosso, a relação entre etanol e gasolina ficou em 69,94%. Portanto, o biocombustível manteve competitividade dentro do limite considerado favorável.
Em São Paulo, maior mercado consumidor do país, a paridade atingiu 69,75%. Com isso, o etanol ainda se mostrou economicamente viável em parte relevante dos postos.
Avaliação do mercado e do consumidor
Executivos do setor destacam que a regra dos 70% não é absoluta. No entanto, fatores como tecnologia do motor e perfil de uso podem alterar a conta final para o motorista.
Enquanto isso, veículos flex mais modernos tendem a extrair melhor desempenho do etanol. Assim, a competitividade pode persistir mesmo com paridade ligeiramente superior.
Por outro lado, a média nacional acima de 71% reduz o incentivo ao consumo em grande parte do país. Portanto, o cenário segue desafiador para o biocombustível no curto prazo.