
- Dólar caiu cerca de 10% em 2025, apesar de recuperação recente
- Projeções concentram a moeda em torno de R$ 5,50
- Eleições de 2026 devem elevar a volatilidade do câmbio
O dólar encerra 2025 com desvalorização relevante frente ao real, mesmo após uma recuperação recente no fim do ano. Ainda assim, analistas apontam que o movimento não encerra a discussão sobre o rumo da moeda americana.
Para 2026, o cenário combina fatores externos e domésticos. Assim, a política monetária dos EUA e o ciclo eleitoral no Brasil devem aumentar a volatilidade e influenciar diretamente a cotação.
Força global pressiona o dólar
No mercado internacional, o dólar enfrentou um ciclo de enfraquecimento ao longo de 2025. Além disso, moedas de países emergentes se beneficiaram desse movimento, favorecendo o real.
Enquanto isso, a expectativa de cortes graduais de juros nos Estados Unidos manteve o viés de desvalorização global da moeda americana. Com isso, investidores buscaram mercados com maior diferencial de juros.
Apesar disso, analistas avaliam que a economia dos EUA segue resiliente. Portanto, o dólar pode encontrar suporte pontual, evitando quedas mais acentuadas no próximo ano.
Cenário doméstico adiciona volatilidade
No Brasil, fatores políticos e fiscais atuaram na direção oposta em 2025. Ainda assim, a fraqueza externa prevaleceu, levando o dólar a acumular queda de 10,5%, negociado perto de R$ 5,53.
Para 2026, o processo eleitoral deve ampliar as oscilações do câmbio. Assim, cada sinalização política tende a gerar movimentos rápidos e intensos no mercado.
Além disso, gestores avaliam que o patamar do dólar ao fim do ano estará diretamente ligado ao resultado das eleições. Com isso, o real pode alternar períodos de força e pressão.
Projeções apontam equilíbrio instável
As projeções de mercado indicam o dólar orbitando a faixa de R$ 5,50 ao longo de 2026. No entanto, o caminho até esse nível deve ser marcado por forte volatilidade.
Enquanto isso, a atratividade da taxa de juros brasileira pode sustentar fluxo estrangeiro, principalmente no início do ano. Apesar disso, incertezas fiscais tendem a limitar ganhos mais consistentes do real.
Por outro lado, alguns cenários admitem picos próximos de R$ 5,60 durante o período eleitoral. Assim, o desempenho do câmbio após as eleições é visto como decisivo para o fechamento do ano.