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Setor aéreo: Greve no Ano Novo é descartada após decisão dos aeronautas

Categoria aceita acordo mediado pelo TST, encerra impasse trabalhista e afasta risco de paralisação no setor aéreo brasileiro.

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  • Aeronautas aprovaram acordo coletivo e descartaram greve no Ano Novo
  • Setor aéreo mantém operações normais no período de alta demanda
  • Proposta mediada pelo TST garantiu reajuste salarial com ganho real

Os aeronautas da aviação regular aprovaram a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para 2025 e 2026 e, com isso, descartaram a possibilidade de greve no Ano Novo, garantindo a normalidade das operações aéreas no país.

A decisão ocorreu após votação on-line realizada entre sábado (27) e domingo (28), encerrando um impasse que vinha pressionando empresas, passageiros e o governo às vésperas de um dos períodos mais movimentados do ano.

Votação encerra estado de greve

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas, 65,93% dos votos foram favoráveis ao acordo, enquanto 32,77% rejeitaram a proposta e 1,29% se abstiveram. Dessa forma, a categoria optou por encerrar o estado de greve iniciado após a rejeição da proposta inicial.

Com isso, a assembleia marcada para esta segunda-feira (29), que poderia discutir a paralisação, foi cancelada, reduzindo a pressão sobre o setor aéreo nacional.

Além disso, a decisão trouxe previsibilidade às companhias e tranquilidade aos passageiros, especialmente em um período de alta demanda por viagens.

Acordo prevê reajustes e ganho real

O acordo aprovado foi mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), com participação do Ministério Público do Trabalho, e substituiu o modelo anterior de abono único por reajustes permanentes.

Assim, o texto prevê correção das cláusulas salariais pelo INPC, com ganho real estimado em 0,5%, além de reajuste de 8% no vale-alimentação. Por outro lado, as diárias internacionais ficaram fora do reajuste, mantendo os valores atuais.

Dessa maneira, o novo formato foi considerado mais sustentável no médio prazo pela maioria dos tripulantes.

Quem participou da negociação

A consulta envolveu tripulantes das companhias Gol e Azul, que ainda estavam em processo de negociação coletiva. Já os funcionários da Latam não participaram da votação.

Isso ocorreu porque a Latam já havia aceitado a proposta original apresentada pelas empresas, encerrando seu processo de negociação anteriormente.

Com o resultado consolidado, o processo de negociação coletiva é considerado encerrado, afastando o risco de paralisação do transporte aéreo brasileiro no fim do ano.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.