
- Correios avaliam fechar até mil agências próprias para reduzir custos operacionais
- PDV pode atingir até 15 mil funcionários, com foco em economia permanente
- Planos de saúde e previdência devem passar por cortes e reformulação
Os Correios preparam um plano amplo de reestruturação para tentar estancar as perdas financeiras acumuladas nos últimos anos. A proposta em discussão prevê o fechamento de até mil agências próprias, além da redução de até 15 mil funcionários por meio de programas de demissão voluntária.
A estatal também estuda cortes profundos nos planos de saúde e previdência dos empregados, considerados hoje um dos principais focos de pressão sobre o caixa. As medidas fazem parte de um pacote emergencial para reduzir despesas e garantir a continuidade da operação.
Fechamento de agências entra no centro da estratégia
O plano prevê o encerramento de até 16% da rede física, com prioridade para unidades deficitárias. A decisão busca equilibrar custos operacionais, embora a empresa ainda tenha de respeitar a obrigação legal de universalização dos serviços postais.
Segundo a avaliação interna, muitas agências operam com baixa demanda e alto custo fixo. Com isso, o fechamento dessas unidades surge como uma das formas mais rápidas de gerar economia relevante.
A reestruturação deve ocorrer de forma gradual, ao longo dos próximos anos, para minimizar impactos operacionais e políticos.
PDV pode atingir 15 mil funcionários
Outro pilar do plano envolve um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que pode alcançar até 15 mil empregados. A expectativa é reduzir de forma estrutural os gastos com pessoal, hoje um dos maiores custos da estatal.
A projeção interna aponta para economia anual bilionária com a redução do quadro funcional. A adesão ao PDV ainda será definida, assim como os incentivos financeiros oferecidos aos funcionários.
Mesmo assim, o tema já gera preocupação entre sindicatos e associações de trabalhadores.
Cortes em planos de saúde e previdência
Além do fechamento de agências e do PDV, os Correios avaliam mudanças profundas nos benefícios, incluindo planos de saúde e previdência complementar. Esses programas são vistos como financeiramente insustentáveis no atual cenário.
A revisão pode envolver redução de cobertura, aumento de coparticipação ou reformulação completa dos contratos. A empresa entende que, sem ajustes, os benefícios continuarão pressionando o caixa nos próximos anos.
As medidas ainda estão em fase de estudo, mas devem avançar diante da gravidade da situação financeira.
Correios voltaram a dar prejuízo contínuo com Lula

Os Correios voltaram a registrar prejuízo contínuo sob o governo Lula, revertendo o período de resultados positivos observado nos anos anteriores. Desde 2022, a estatal passou a acumular déficits sucessivos, agravados por aumento de custos, queda de eficiência operacional e expansão de despesas obrigatórias.
Dentro do governo, cresce a avaliação de que mudanças estruturais serão inevitáveis, incluindo a possibilidade de novos modelos de gestão no médio prazo.