
- Dólar cai mais de 1% e é negociado perto de R$ 5,50
- Ata do Fed e Ptax mantêm volatilidade na última sessão do ano
- Desemprego em 5,2% surpreende e pressiona o câmbio
O dólar hoje opera em forte queda no mercado brasileiro, recuando mais de 1% na última sessão do ano. O movimento ocorre após a divulgação da taxa de desemprego de 5,2%, mínima histórica, enquanto investidores aguardam a ata da última reunião do Federal Reserve.
Mesmo com o dólar forte no exterior, o cenário doméstico prevaleceu e puxou a moeda para baixo no Brasil.
Cotação do dólar hoje
Por volta da manhã, o dólar comercial caía 1,33%, negociado a R$ 5,497 na venda.
Ao mesmo tempo, o dólar futuro para janeiro, o mais líquido da B3, recuava 0,66%, aos R$ 5,5365.
Assim, a moeda devolve parte da alta registrada na véspera, quando avançou 0,58% e chegou a R$ 5,5770.
Mercado de trabalho pesa
Logo na abertura dos negócios, o IBGE informou que a taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro.
O dado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava 5,4%, segundo pesquisa da Reuters.
Com isso, o indicador reforçou a leitura de um mercado de trabalho aquecido, o que tende a influenciar as decisões futuras de política monetária no Brasil.
Além disso, os investidores seguem atentos aos dados do Caged, divulgados mais tarde, que podem reforçar ou ajustar essa percepção.
Baixa liquidez e Ptax
A sessão também apresenta baixa liquidez, típica do último pregão antes do Ano Novo. Ainda assim, a volatilidade aumenta por conta da formação da Ptax.
Calculada pelo Banco Central, a Ptax serve como referência para a liquidação de contratos futuros.
Por isso, agentes costumam atuar para direcionar a taxa conforme suas posições compradas ou vendidas.
Nesse contexto, os ajustes técnicos ampliam os movimentos do câmbio ao longo do dia.
Exterior segue firme
No cenário internacional, o dólar mostra desempenho misto.
A moeda perde força frente a divisas emergentes, como o peso mexicano e o peso chileno.
Por outro lado, o DXY, índice que mede o dólar contra uma cesta de moedas fortes, opera em leve alta de 0,08%, mantendo os ganhos da véspera.
Assim, o movimento no Brasil ocorre na contramão do exterior.