
Em entrevista transmitida pela televisão estatal na quinta-feira (1º), o ditador Nicolás Maduro declarou que a Venezuela está aberta a negociações com os Estados Unidos, inclusive para atrair investimentos americanos no setor petrolífero. “Se quiserem petróleo, a Venezuela está pronta para investimento americano, como com a Chevron, quando quiserem, onde quiserem e como quiserem“, afirmou.
O ditador da Venezuela também se disse disposto a dialogar seriamente sobre um acordo de combate ao narcotráfico, mas criticou tentativas americanas de imposição por meio de ameaças. A declaração ocorre em meio a tensões bilaterais, incluindo presença militar dos EUA na região.
No plano econômico, Maduro destacou o crescimento de 9% do PIB em 2025 e projeção de 7% para 2026, atribuindo parte do desempenho a parcerias internacionais no setor de energia. A oferta de abertura a empresas americanas é vista como tentativa de atrair mais capital estrangeiro para revitalizar a indústria do petróleo, principal fonte de receita do país.
Até agora, não há resposta oficial de Washington. Analistas apontam que qualquer avanço dependerá de progressos diplomáticos, apesar das sanções e desconfianças mútuas. A Venezuela segue se posicionando como parceira potencial no mercado global de energia.