
- Mercado antecipa maior oferta futura de petróleo
- Petroleiras caem apesar da alta pontual do Brent
- Empresas mais alavancadas sofrem mais
As ações de petroleiras brasileiras operam em queda na B3 nesta segunda-feira (5), apesar da alta do petróleo no mercado internacional, após a deposição de Nicolás Maduro na Venezuela.
O movimento reflete uma leitura de longo prazo, com investidores precificando o risco de aumento futuro da oferta global, caso os Estados Unidos avancem na reabertura do setor petrolífero venezuelano.
Ações em queda na B3
Por volta das 10h50, Brava (BRAV3) liderava as perdas, com queda de 4,44%,
Em sequência, a PRIO (PRIO3) recuava 2,06%.
Por fim, a Petrobras (PETR3; PETR4) também operava em baixa, com recuos inferiores a 1%, enquanto PetroRecôncavo (RECV3) caía 0,36%.
Petróleo sobe no curto prazo
No mercado internacional, o WTI avançava 0,8%, para US$ 57,78.
Enquanto isso, o Brent subia 0,67%, a US$ 60,16.
A alta ocorre em meio à incerteza imediata sobre a produção venezuelana, após a intervenção dos EUA no país.
Mercado olha além do curto prazo
Apesar da reação inicial, analistas destacam que o impacto estrutural tende a ser negativo para os preços.
Segundo o Goldman Sachs, um eventual governo alinhado aos EUA pode elevar gradualmente a produção da Venezuela.
Portanto, pressionaria o Brent no médio e longo prazo.
Sensibilidade varia entre empresas
A BRAV3 é vista como a mais sensível a quedas do petróleo, devido a custos mais elevados e maior necessidade de capex, segundo o JPMorgan.
Além disso, a PRIO (PRIO3) segue como preferida da XP, por ter baixo custo operacional e maior flexibilidade financeira.
Já a Petrobras (PETR3; PETR4) sofre com menor flexibilidade de investimentos, além de riscos políticos e pressão sobre dividendos, segundo a Genial Investimentos.