
- PRIO (PRIO3) registra produção recorde em dezembro, com alta de 12% mensal e 47% anual
- Empresa encerra 2025 sem gargalos operacionais e com forte avanço de produção e vendas no 4T25
- Mercado projeta melhora de Ebitda e queda gradual do valuation com novos projetos entrando em operação
A PRIO (PRIO3) avançou na B3 após divulgar que a produção de petróleo em dezembro de 2025 atingiu cerca de 156 mil barris por dia, marcando alta de 12% em relação a novembro e um salto de 47% na comparação anual. O dado confirma a retomada operacional da companhia após meses de ajustes nos campos.

Além disso, a empresa informou que dezembro foi o primeiro mês sem restrições relevantes de produção, com todos os campos operando de forma estável, o que reforçou a leitura positiva do mercado e sustentou a reação das ações.
Produção bate recorde e elimina gargalos
A produção recorde em dezembro refletiu a normalização dos ativos da companhia, com destaque para Frade, Albacora Leste, Polvo + TBMT e Peregrino, que passaram a operar sem interrupções relevantes. O desempenho consolidou o melhor nível mensal da história da PRIO.
No quarto trimestre de 2025, a empresa registrou alta de aproximadamente 45% na produção na comparação com o 4T24, evidenciando o impacto direto da maior eficiência operacional e da integração dos ativos adquiridos.
Esse avanço ocorreu mesmo em um cenário de preços do petróleo cerca de 20% menores do que os observados no mesmo período do ano anterior, o que reforça o ganho operacional da companhia.
Vendas crescem no trimestre, apesar de recuo mensal

As vendas de petróleo em dezembro recuaram cerca de 11% frente a novembro, movimento esperado pelo cronograma de embarques. Ainda assim, houve crescimento de 38% na comparação com dezembro de 2024, indicando melhora consistente no escoamento da produção.
No acumulado do 4T25, a PRIO registrou alta de aproximadamente 57% nas vendas em relação ao 4T24, impulsionada pela maior disponibilidade de óleo e pela normalização logística.
Com isso, o mercado passou a enxergar menor risco operacional nos resultados futuros, fator que contribuiu para o movimento positivo das ações.
Margens, valuation e próximos catalisadores
O lifting cost da PRIO deve ficar em torno de US$ 13 por barril no 4T25, acima dos US$ 11 registrados no 4T24, refletindo custos maiores com integração e escala. Mesmo assim, o sellside projeta crescimento de cerca de 22% no Ebitda na base anual.
O lucro líquido tende a cair na comparação, influenciado por um evento não recorrente positivo registrado no 4T24, enquanto o valor da firma (EV) aumenta com a dívida associada ao campo de Peregrino, elevando o EV/Ebitda de 5,5x para cerca de 6,5x.
Apesar disso, analistas destacam que o múltiplo deve cair rapidamente nos próximos trimestres, especialmente com a entrada do projeto Wahoo prevista para fevereiro ou março, reforçando a tese de crescimento e geração de caixa.