
- Goldman Sachs projeta Brent perto de US$ 55 em 2026 mesmo sem produção adicional venezuelana
- Excesso de oferta global é o principal fator baixista, dizem analistas
- Visão contrasta com premissas adotadas por algumas petrolíferas
O Goldman Sachs reforçou uma visão baixista para o petróleo e projetou o Brent a US$ 55 por barril em 2026, mesmo sem um aumento rápido da produção na Venezuela.
Com isso, o banco avalia que o excesso de oferta global seguirá pressionando preços e afetando diretamente empresas expostas à commodity, como Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3).
Excesso de oferta segue como principal risco
Segundo o Goldman, o mercado continua operando com oferta acima da demanda. Dessa forma, mesmo sem novos barris venezuelanos no curto prazo, os preços tendem a recuar.
Além disso, o banco destaca que uma eventual retomada da produção na Venezuela ou na Rússia ampliaria ainda mais a pressão sobre o Brent.
Nesse cenário, os riscos geopolíticos atuam, sobretudo, para baixo, já que qualquer normalização aumenta a oferta global.
Impacto direto sobre petroleiras brasileiras
Para a Petrobras (PETR4), um Brent mais baixo pode exigir revisão de investimentos e dividendos, já que o fluxo de caixa é sensível ao preço do barril.
Enquanto isso, a PRIO (PRIO3) tende a sofrer impacto direto na geração de caixa, pois possui menor diversificação operacional e maior exposição ao preço do petróleo.
Já a Brava Energia (BRAV3) aparece como uma das mais sensíveis ao cenário. Isso ocorre porque a companhia combina custos elevados, necessidade recorrente de capex e menor resiliência a ciclos de baixa.