
A Polícia Federal (PF) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga menções ao empresário Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula, no inquérito sobre fraudes bilionárias no INSS, conhecida como “Fraude do INSS“, envolvendo descontos associativos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
Contexto do Esquema de Fraude no INSS
O pivô do esquema é o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso desde setembro de 2025 e apontado como líder de uma organização que desviava recursos via propinas e contratos irregulares.
Hipótese Investigada pela PF
A PF apura a hipótese de que Lulinha poderia ter atuado como “sócio oculto” de Antunes, possivelmente por intermédio da empresária Roberta Luchsinger (amiga pessoal de Lulinha e alvo de busca e apreensão em dezembro de 2025). Roberta recebeu R$ 1,5 milhão em consultoria de Antunes, supostamente ligada a prospecção de negócios no setor público (como cannabis medicinal e kits de dengue), embora sua defesa negue contratos efetivados.
Indícios Citados nas Reportagens
- Depoimento de ex-sócio de Antunes (Edson Claro): Alegou que Lulinha seria sócio em projetos e recebia “mesada” de R$ 300 mil, além de um repasse de R$ 25 milhões (moeda não especificada).
- Mensagens apreendidas: Referências a pagamentos de R$ 300 mil para “o filho do rapaz” (possível alusão a Lulinha) e preocupação de Roberta com associação pública entre Lulinha e Antunes.
- Viagens conjuntas: Bilhetes aéreos com mesmo localizador para Lulinha e Roberta (incluindo Lisboa em 2024 e rotas domésticas em 2025); não se sabe quem pagou.
- Outros detalhes recentes: Mensagens indicam que Antunes enviou uma encomenda (“medicamento”) para apartamento alugado por Lulinha em São Paulo, em nome da esposa dele.
Ressalvas da PF e Posição da Defesa
A PF ressalva explicitamente que por enquanto, não há indícios de envolvimento direto de Lulinha nas fraudes do INSS e que as menções são indiretas (de terceiros ou conversas). A investigação visa checar essas citações para transparência.
A defesa de Lulinha (advogado Marco Aurélio de Carvalho) nega qualquer relação comercial com Antunes ou o INSS, classifica as suspeitas como “ilações” e “mentirosas”, afirma que o vínculo com Roberta é apenas pessoal (viagens em família), e planeja pedir apuração de vazamentos sigilosos. A defesa de Roberta nega intermediação ou contratos públicos.
Cobertura da Mídia e Reações Públicas
A notícia foi amplamente coberta por veículos como O Globo, Estadão, Folha, CNN Brasil, UOL, Gazeta do Povo e Metrópoles (de 7 a 8 de janeiro de 2026). No X (Twitter), o tema gera repercussão, com críticas à família Lula, menções à CPMI do INSS (que pode ganhar fôlego em 2026) e defesas do governo.
Trata-se de uma investigação em andamento, sem acusação formal contra Lulinha até o momento. Fontes indicam que a PF analisa materiais apreendidos para decidir se prossegue ou arquiva essa linha.