
- INSS identificou falhas graves em mais de 250 mil contratos consignados
- 74,3% das operações não tinham comprovação válida de consentimento
- Banco Master foi liquidado e é investigado por fraudes bilionárias
O INSS identificou falhas graves e insanáveis em mais de 250 mil contratos de crédito consignado firmados entre aposentados, pensionistas e o Banco Master, segundo relatório técnico concluído em novembro de 2025.
Por isso, o órgão decidiu não renovar o acordo de cooperação técnica (ACT) com a instituição, após constatar ausência de comprovação de assinatura ou consentimento na maior parte das operações analisadas.
Contratos sem validação comprometem a legalidade
O relatório aponta que 251.718 contratos não apresentavam documentos válidos, o que representa 74,3% do total firmado entre outubro de 2021 e setembro de 2025.
Além disso, os técnicos destacam que os contratos não continham assinatura física nem validação biométrica segura e auditável.
Com isso, o INSS avalia que parte dos empréstimos pode ter sido concedida sem ciência dos beneficiários, já que as parcelas eram descontadas diretamente do benefício.
Risco elevado para idosos e pensionistas
Segundo o órgão, a falta de comprovação expõe idosos e pessoas com deficiência a riscos elevados de fraude.
Ainda assim, os descontos ocorreram sobre benefícios de natureza alimentar, o que agrava o impacto financeiro sobre os segurados.
Dessa forma, o INSS classificou as falhas como insanáveis, descartando qualquer regularização posterior.
Liquidação do banco reforça gravidade do caso
O Banco Master entrou em liquidação extrajudicial por decisão do Banco Central, em novembro de 2025.
Ao mesmo tempo, a instituição é alvo de investigação da Polícia Federal, que apura fraudes financeiras estimadas em R$ 12,2 bilhões, em operações que envolvem também o BRB.
Antes disso, o banco tentou firmar um termo de compromisso, mas não apresentou provas técnicas exigidas pelo INSS para validar as assinaturas digitais.