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Embraer (EMBJ3) pode dar salto histórico com produção de jatos na Índia, diz JP Morgan

Banco vê acordo com grupo Adani como transformacional e estima potencial bilionário para acionistas.

embraer GDI
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  • JPMorgan vê acordo Embraer–Adani como transformacional, com produção de jatos na Índia
  • Mercado potencial de US$ 21 bilhões e VPL de até US$ 1,1 bilhão para acionistas
  • Embraer (EMBJ3) negocia com desconto, o que pode amplificar reação do papel

O JP Morgan avalia como transformacional um possível acordo entre a Embraer (EMBJ3) e o grupo indiano Adani para a produção de jatos comerciais na Índia. Embora ainda não confirmado oficialmente, o anúncio pode ocorrer no salão aéreo de Hyderabad, no fim de janeiro.

Segundo o banco, a iniciativa colocaria a fabricante brasileira em posição estratégica em um dos maiores mercados de aviação do mundo, com efeitos relevantes sobre crescimento e valuation.

Mercado potencial bilionário

De acordo com estimativas citadas pelo JP Morgan, a Índia pode demandar cerca de 500 aeronaves regionais nos próximos 20 anos.

Esse volume representaria um mercado potencial de aproximadamente US$ 21 bilhões, considerando um preço médio de US$ 42 milhões por avião.

Nesse cenário, o banco estima que o acordo poderia gerar valor presente líquido de cerca de US$ 700 milhões para os acionistas da Embraer, chegando a US$ 1,1 bilhão quando considerada uma perpetuidade, o equivalente a 5% a 8% do valor de mercado atual.

Produção local fortalece tese

Para o JP Morgan, o principal diferencial está na produção local, e não apenas em encomendas pontuais.

As projeções consideram início da produção em 2028, vendas diluídas ao longo de 20 anos e expansão gradual de margens.

Além disso, a Embraer já possui presença relevante na Índia, com quase 50 aeronaves em operação, e mantém parceria com a Mahindra no cargueiro militar C-390, cujo potencial pode chegar a 70 unidades.

Ação negocia com desconto

O banco destaca que a Embraer (EMBJ3) negocia a múltiplos inferiores aos pares globais, o que amplia o impacto positivo de uma eventual confirmação do acordo.

Assim, o JP Morgan mantém recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 108.

Por fim, o BTG Pactual também vê desconto relevante, estimado em cerca de 30%, reforçando o potencial de expansão de múltiplos no médio prazo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.