
- EUA suspendem vistos de imigração para 75 países, incluindo o Brasil, a partir de 21 de janeiro.
- Turismo, estudo e trabalho ficam fora da suspensão, mas podem enfrentar maior rigor.
- Medida reforça a agenda de endurecimento migratório do governo Trump.
Os Estados Unidos decidiram suspender temporariamente o processamento de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, a partir de 21 de janeiro. A medida faz parte de uma revisão interna dos critérios migratórios conduzida pelo Departamento de Estado.
Apesar do impacto político, o governo americano afirmou que a decisão não se aplica a vistos de turismo, estudo ou trabalho, que seguem classificados como não-imigrantes. Ainda assim, o anúncio elevou a incerteza e gerou reação imediata em países afetados.
O que foi suspenso
A suspensão envolve apenas vistos de imigração permanente, direcionados a estrangeiros que buscam residência definitiva nos EUA. Segundo Washington, a revisão mira países cujos imigrantes recorreriam a programas de assistência social em níveis considerados elevados.
Além disso, a orientação foi reforçada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que determinou a interrupção das análises consulares enquanto os critérios são reavaliados. O governo, porém, não apresentou dados públicos que sustentem a justificativa.
Por enquanto, não há prazo definido para o fim da suspensão, o que mantém o tema no radar diplomático e político.
Brasil entra no radar
O Brasil aparece entre os países citados, ao lado de Rússia, Afeganistão, Irã, Somália, Haiti e Eritreia. Na América do Sul, Uruguai e Colômbia também podem ser afetados pela mesma diretriz.
Segundo o Departamento de Estado, a decisão segue a agenda do presidente Donald Trump, que defende endurecimento do controle migratório e o princípio de “EUA em primeiro lugar”.
Mesmo sem confirmação detalhada sobre exceções, o governo indicou que a prioridade é evitar que novos imigrantes se tornem “encargos públicos”.
Impacto prático e Copa do Mundo
Para brasileiros que planejam viagens temporárias, inclusive para a Copa do Mundo, o efeito direto é limitado. Vistos de turismo continuam válidos, embora autoridades admitam maior rigor e possíveis atrasos nos processos.
Além disso, posse de ingresso para o Mundial não garante visto, e exceções costumam ficar restritas a atletas, delegações e profissionais credenciados.
O cenário, portanto, exige planejamento antecipado e atenção redobrada aos trâmites consulares.