
- Compra de US$ 450 mi surpreende mercado e pressiona BRAV3 no curto prazo
- Analistas veem valuation baixo e potencial de desalavancagem
- Timing e petróleo mais fraco explicam reação negativa das ações
A Brava Energia (BRAV3) surpreendeu o mercado ao anunciar a compra de 50% dos campos Tartaruga Verde e Espadarte, hoje operados pela Petrobras (PETR4), em uma transação de US$ 450 milhões.
Apesar disso, as ações caíram, refletindo dúvidas sobre o timing da operação, mesmo com avaliações positivas de analistas sobre o valuation e a estratégia.
Por que o papel caiu
Inicialmente, o mercado reagiu bem, porém o movimento virou após investidores esperarem desinvestimentos, e não uma aquisição, em meio à troca recente de gestão.
Além disso, o cenário de preços mais fracos do petróleo em 2026 elevou a percepção de risco, especialmente no curto prazo.
Ainda assim, bancos ressaltam que o múltiplo implícito de cerca de 2x EV/Ebitda está abaixo da média do setor, hoje próxima de 3x.
Visão dos analistas
Nesse sentido, a XP Investimentos avalia a compra como inesperada, porém positiva, destacando que a estrutura de pagamento diluída reduz o impacto financeiro.
O Bradesco BBI também gostou da operação, citando valuation atrativo, diversificação do portfólio e hedge robusto para 2026, com 75% da produção protegida.
Por outro lado, o Morgan Stanley considera o preço atrativo, mas aponta que o timing é desfavorável, sugerindo que o anúncio teria sido melhor recebido com venda simultânea de ativos.