
- PETR4 e PRIO3 sobem com a valorização do petróleo no mercado internacional
- BRAV3 e RECV3 caem, com investidores mais cautelosos sobre fundamentos
- Mercado segue seletivo, diferenciando empresas por eficiência e perspectiva operacional
As ações de petroleiras registraram desempenho misto nesta sexta-feira (16), mesmo com a alta do petróleo no mercado internacional. O movimento reforçou a recuperação de Petrobras (PETR4; PETR3) e Prio (PRIO3), enquanto Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) operaram em queda.
O pregão refletiu uma leitura mais seletiva do mercado, que passou a diferenciar as companhias com base em fundamentos operacionais, geração de caixa e perspectivas para 2026.
Petrobras e Prio acompanham o barril
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 0,9%, acompanhadas pelos papéis ordinários PETR3, sustentadas pela valorização da commodity no exterior.
No mesmo sentido, a Prio (PRIO3) subiu 1,3%, beneficiada pelo ambiente externo mais favorável e pela forte correlação com o preço do petróleo.
Além disso, investidores seguiram atentos à capacidade das empresas mais consolidadas de capturar ganhos mesmo em um cenário ainda volátil para o setor.
Petróleo sobe no mercado internacional
No exterior, o WTI registrava alta de 0,8%, negociado a US$ 59,67 o barril, enquanto o Brent avançava 0,8%, para US$ 64,29.
O movimento ocorreu após um alívio parcial das tensões geopolíticas, o que aumentou o apetite por risco nos mercados globais.
Com isso, o setor de energia voltou a receber fluxo positivo, ainda que de forma seletiva entre as companhias listadas.
BRAV3 e RECV3 caem apesar da commodity
Na contramão do petróleo, a Brava Energia (BRAV3) recuou 0,3%, enquanto a PetroReconcavo (RECV3) caiu 1,3% no pregão.
Segundo análise do BTG Pactual, o desempenho da Brava segue menos ligado ao preço do barril e mais à estabilização operacional e ao avanço na desalavancagem financeira.
No caso da PetroReconcavo, o banco aponta baixa visibilidade sobre o ritmo das melhorias, apesar da expectativa de um possível ponto de inflexão a partir de 2026.