Principal aposta

BTG elege Prio (PRIO3) como aposta nº1 e mira dividendos robustos em 2026

Banco vê virada operacional, forte geração de caixa e retorno elevado ao acionista com novos projetos.

PRIO
Prio/Divulgação
  • PRIO3 vira a principal aposta do BTG no setor de óleo e gás
  • Wahoo e redução de custos devem impulsionar a produção em 2026
  • Dividendos e recompra podem somar 11% do valor de mercado

O BTG Pactual iniciou cobertura da Prio (PRIO3) com recomendação de compra e colocou a empresa como sua principal aposta no setor de óleo e gás no Brasil.

Segundo o banco, a combinação de maior previsibilidade operacional, crescimento de produção e capacidade elevada de geração de caixa sustenta uma visão construtiva para 2026.

Saúde Financeira da PRIO3, de acordo com o InvestingPRO

Analistas apontam que é importante que investidores fiquem atento aos números e métricas de uma empresa em que se investe. Acompanhar balanços e analisar números muitas vezes é uma tarefa para um profissional do ramo. Mas existem ferramentas que tornam fácil a vida do investidor, como o InvestingPRO.

Produção ganha tração com novos projetos

Após um período de desafios em 2024 e 2025, a Prio entra em 2026 com foco em execução operacional, o que tende a destravar resultados mais previsíveis.

Nesse sentido, o principal catalisador é o início da produção do campo de Wahoo, previsto para março ou abril, com produção inicial estimada em 40 mil barris por dia.

Além disso, o banco espera redução de custos em Peregrino e o início de uma nova campanha de perfuração em Frade no segundo semestre, impulsionando a produção ao longo do ano.

Crescimento sustentado no médio prazo

O Albacora Leste aparece como o principal vetor de crescimento estrutural da companhia, segundo o BTG.

Sendo assim, avanços no licenciamento ambiental ao longo de 2026 podem permitir a primeira campanha de perfuração em 2027, ampliando o horizonte produtivo.

Desse modo, caso o cronograma se confirme, a Prio reduz o risco de declínio natural dos campos maduros e sustenta níveis elevados de produção por vários anos.

Caixa forte e foco no acionista

Com o Brent a US$ 62, o BTG projeta um retorno de fluxo de caixa livre ao acionista de 23% em 2026, sem considerar aquisições.

Ademais, a alavancagem controlada, com dívida líquida/Ebitda em 1,6 vez, abre espaço para uma política consistente de remuneração.

Portanto, a estimativa é de distribuição equivalente a 11% do valor de mercado, combinando dividendos e recompra de ações, reforçada por um programa de recompra de até 10% do free float.

Valuation ainda atrativo

Mesmo após a valorização recente, o BTG avalia que PRIO3 segue descontada frente à geração de caixa projetada.

Além disso, o banco fixou preço-alvo de R$ 56, indicando potencial de alta superior a 25%.

Por fim, para o BTG a soma de execução previsível, crescimento operacional, custos em queda e retorno ao acionista sustenta a tese de compra.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.