
- Dólar fecha a R$ 5,37, em leve alta, com impacto do IBC-Br acima do esperado
- Prévia do PIB sustenta o real, mas cenário externo limita ganhos
- Dados dos EUA reduzem apostas de cortes de juros pelo Fed
O dólar comercial encerrou esta sexta-feira em leve alta frente ao real, acompanhando o movimento das moedas no exterior e reagindo aos dados mais fortes da atividade econômica no Brasil. Ainda assim, a sessão teve liquidez reduzida, o que limitou oscilações mais amplas.
No mercado doméstico, investidores repercutiram a divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do PIB, que veio acima das expectativas. Enquanto isso, no exterior, dados positivos dos Estados Unidos mantiveram o dólar globalmente firme.
IBC-Br acima do esperado sustenta o real
O IBC-Br registrou alta de 0,70% em novembro, na comparação com outubro, em dado dessazonalizado. O resultado superou com folga a projeção do mercado, que apontava avanço de 0,30%, segundo pesquisa da Reuters.
Esse desempenho reforçou a percepção de resiliência da economia brasileira, o que ajudou a conter uma valorização mais forte do dólar no mercado local. Ainda assim, o efeito positivo foi parcialmente neutralizado pelo cenário externo.
Além disso, o dado fortaleceu apostas de que o crescimento segue consistente no fim do ano, embora investidores ainda mantenham cautela diante do ambiente global mais restritivo.
Dólar hoje: cotação e desempenho no pregão
O dólar comercial fechou em alta de 0,08%, cotado a R$ 5,372 na compra e R$ 5,373 na venda. Ao longo do dia, a moeda operou em faixa estreita, refletindo a ausência de grandes fluxos.
Já o dólar futuro para fevereiro, o mais negociado na B3, avançava 0,02%, a R$ 5,3890, por volta das 17h07. Mesmo assim, o movimento foi considerado técnico.
Na sessão anterior, a moeda havia fechado em queda de 0,61%, a R$ 5,3684, o que reforça o caráter pontual da alta desta sexta-feira.
Cenário externo segue no radar
No exterior, o dólar ganhou força após dados positivos dos Estados Unidos reduzirem as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve no curto prazo. Com isso, o mercado passou a revisar o ritmo de flexibilização monetária.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram para 198 mil, número abaixo do esperado. Além disso, autoridades do Fed reforçaram o foco no combate à inflação, mesmo com sinais de estabilidade no mercado de trabalho.
Como consequência, os contratos futuros passaram a precificar o primeiro corte de juros apenas para junho, o que sustentou o dólar globalmente e influenciou o mercado brasileiro.