Mercado cripto

Bitcoin perde fôlego após ameaça de Trump e volta para US$ 93 mil

Tensão envolvendo EUA e Groenlândia derruba ativos de risco e pressiona criptomoedas.

Bitcoin perde fôlego após ameaça de Trump e volta para US$ 93 mil
  • Bitcoin recua para US$ 93 mil, pressionado por aversão ao risco
  • Tensões EUA–Europa elevam volatilidade nos mercados globais
  • Altcoins ampliam perdas, com exceção pontual da Monero

O Bitcoin (BTC) interrompeu a recuperação recente e passou a operar em queda nesta segunda-feira (19), pressionado pelo aumento da aversão ao risco global. O movimento veio após novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos ligadas à Groenlândia.

Nesse contexto, a principal criptomoeda recuava 2,5% em 24 horas, negociada próxima de US$ 93 mil, acompanhando a piora do humor nos mercados internacionais.

Tensão geopolítica pressiona ativos de risco

O estresse nos mercados ganhou força após declarações do presidente Donald Trump, que anunciou tarifas sobre produtos europeus caso não haja acordo envolvendo a Groenlândia.

Em resposta, a União Europeia passou a discutir medidas de retaliação, com tarifas estimadas em € 93 bilhões, elevando o receio de uma nova escalada comercial.

Como resultado, bolsas europeias caíram, futuros em Wall Street recuaram e investidores migraram para ativos defensivos, como ouro e prata, que atingiram máximas históricas.

Bitcoin cai enquanto metais sobem

Apesar da busca por proteção, o Bitcoin não acompanhou o rali dos metais preciosos e voltou a operar no campo negativo.

Nos últimos dias, a criptomoeda havia superado os US$ 95 mil, impulsionada pela maior entrada de recursos em ETFs de Bitcoin nos EUA desde outubro.

No entanto, o aumento da incerteza global reduziu o apetite por risco e interrompeu o movimento de recuperação no curto prazo.

Altcoins ampliam perdas

Entre as principais altcoins, o desempenho também foi negativo. O Ethereum (ETH) recuava cerca de 3%, enquanto Solana (SOL) caía 5,8%.

Além disso, a XRP registrava queda de 4% e a Dogecoin (DOGE) perdia 6,8%, refletindo o movimento de saída de ativos mais voláteis.

A exceção foi a Monero (XMR), que subia 7,9%, apoiada por um aumento pontual de demanda ligado à conversão de criptoativos roubados, segundo analistas do setor.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.