
- Goldman reitera compra de VALE3, com Ebitda acima do consenso
- Fluxos, disciplina de capital e minério resiliente sustentam a tese
- Valuation segue atrativo mesmo após forte alta das ações
O Goldman Sachs reiterou compra para a Vale (VALE3) após atualizar seu modelo com base na produção do 4T25. Assim, o banco manteve visão construtiva antes do balanço, marcado para 12 de fevereiro.
Além disso, o banco projeta Ebitda ajustado de US$ 4,6 bilhões no trimestre, acima do consenso. Mesmo com a ação em alta no ano, o Goldman vê espaço para sustentação do movimento.
Desempenho e valuation em foco
Segundo o banco, a alta de 21% das ações em 2026 pressionou métricas de valuation. Ainda assim, a Vale negocia a 8% de FCF yield projetado para 2026, nível considerado competitivo.
Ao mesmo tempo, o Goldman destaca o desempenho operacional sólido, tanto em minério de ferro quanto em metais básicos. Isso sustenta a geração de caixa.
Além disso, os preços do minério seguem resilientes. O banco projeta US$ 102/t no 1S26 e US$ 96/t no 2S26, próximos ao nível à vista.
Os 6 fatores que sustentam a tese
O Goldman aponta fluxos positivos para o Brasil como primeiro gatilho. A Vale superou seus pares em até 30% no período recente.
Além disso, o banco destaca a alocação de capital mais clara, com foco em retorno de caixa e crescimento orgânico. A estratégia reduz riscos.
Por fim, pesam a avaliação atrativa frente a BHP e Rio Tinto, a baixa posição de investidores locais, e a leitura defensiva para 2026 eleitoral. O banco fixou preço-alvo de US$ 18 para o ADR.