
- BTG incluiu CEAB3 e VTRU3 e reforçou foco em ações descontadas e com gatilhos claros
- Carteira subiu 9,5% em janeiro, mas banco vê melhor ponto de entrada para 2026
- Privatizações, desalavancagem e crescimento de resultados são os principais motores de alta
A carteira Small Caps do BTG Pactual para fevereiro trouxe mudanças relevantes e reforçou a aposta em ações descontadas, com crescimento visível de resultados e eventos capazes de destravar valor em 2026. O portfólio segue com 10 ativos, todos com peso de 10%, mantendo disciplina e diversificação.
Em janeiro, a carteira avançou 9,5%, desempenho abaixo do Ibovespa (+12,6%), mas próximo do SMLL (+10,1%), segundo o relatório. Ainda assim, o BTG avalia que o momento atual oferece ponto de entrada mais atrativo, especialmente para o médio e longo prazo.
Mudanças na carteira e foco em gatilhos
As principais novidades do mês foram a entrada de C&A (CEAB3) e Vitru (VTRU3). Por outro lado, Vivara (VIVA3) e Unifique (FIQE3) deixaram a carteira, em um movimento de realocação para teses com maior assimetria de retorno.
Segundo o BTG, a estratégia privilegia empresas com valuation comprimido, melhora operacional em curso e potenciais catalisadores, como privatizações, desalavancagem financeira e expansão de margens.
Destaques entre as small caps recomendadas
Entre os nomes mantidos, 3tentos (TTEN3) segue como top pick do agronegócio, com expectativa de crescimento anual de lucro próximo a 25% e ROIC acima de 20%. Já Aura (AURA33) se beneficia do ouro em patamar elevado, com dividend yield estimado entre 6% e 8% ao longo do ciclo.
No setor de serviços básicos, Copasa (CSMG3) e Sanepar (SAPR11) ganham força com o avanço do debate sobre privatizações, enquanto Inter (INBR32) aparece como aposta em expansão de ROE e reprecificação de múltiplos. A Vitru (VTRU3) chama atenção pelo fluxo de caixa elevado, com yield próximo de 20%, reforçando a tese de valo