Renda fixa

Curva invertida faz CDB curto pagar mais que longo em janeiro

Selic elevada e busca por liquidez levam bancos a concentrar prêmios no curto prazo.

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CDB, qual o melhor?
  • CDBs de 12 meses pagaram mais que os de 36 meses em janeiro
  • Selic elevada e expectativa de queda explicam a curva invertida
  • Especialistas indicam priorizar prazos curtos neste cenário

Os CDBs de curto prazo pagaram mais do que os títulos longos em janeiro, em um movimento que chamou a atenção dos investidores de renda fixa.

Dados da Quantum Finance mostram que aplicações de 12 meses atreladas ao IPCA renderam, em média, IPCA + 8,33%, acima dos 36 meses, que pagaram IPCA + 7,46%, refletindo uma curva de juros invertida.

Selic alta distorce a curva

Segundo especialistas, o principal fator é a Selic em 15% ao ano, patamar considerado excepcional. Nesse cenário, os títulos curtos precisam competir diretamente com a taxa atual para atrair recursos.

Ao mesmo tempo, o mercado precifica cortes de juros a partir de 2026, o que reduz as taxas exigidas nos vencimentos mais longos.

Assim, o investidor recebe mais no curto prazo porque o mercado entende que a taxa média futura tende a ser menor.

Liquidez pressiona bancos emissores

Outro ponto relevante é a necessidade imediata de caixa dos bancos, sobretudo médios e de nicho, que lideraram as maiores taxas do mês.

Após episódios recentes de estresse no sistema financeiro, instituições passaram a oferecer spreads mais agressivos para reforçar liquidez e rolar passivos.

Com isso, especialistas recomendam evitar alongar prazos, já que o investidor perde flexibilidade sem receber prêmio adicional relevante.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.