
- AZUL53 cai 38% após alerta sobre risco no Chapter 11
- Operação com United envolve captação mínima de US$ 850 milhões
- Cade pode aprofundar análise e adiar decisão final
A Azul (AZUL53) afirmou ao Cade que eventual atraso na conclusão do processo ligado ao Chapter 11 pode gerar “graves riscos” à saúde financeira da empresa. No pregão, a ação despencou 38,68%, a R$ 4,55.
O plenário do órgão analisa recurso que questiona a operação envolvendo aumento de participação da United Airlines. Assim, o mercado reagiu ao risco de postergação da saída formal da recuperação judicial nos EUA.
Operação é peça-chave do plano
A transação prevê elevar a fatia da United de 2,02% para cerca de 8% no capital da Azul. Além disso, faz parte das condições para levantar ao menos US$ 850 milhões via oferta pública.
Desse total, US$ 750 milhões viriam de credores e US$ 100 milhões da United. Portanto, qualquer atraso pode pressionar custos e ampliar incertezas sobre a execução do plano.
A Azul argumenta que a operação é pró-competitiva e essencial para manter a empresa como competidora ativa no mercado. Ainda assim, o relator no Cade admitiu recurso que pode aprofundar a análise.
Debate regulatório aumenta tensão
O recurso foi apresentado pelo IPSConsumo, que questiona possíveis impactos concorrenciais e cita relações com outras aéreas. Com isso, o processo pode ganhar nova etapa de instrução.
A companhia afirma que a prorrogação é injustificada e eleva custos mensais da reestruturação. Dessa forma, o atraso poderia comprometer o cronograma de saída previsto.
Enquanto o Cade decide, AZUL53 negocia sob forte volatilidade. Assim, o foco do mercado permanece na definição regulatória e na viabilidade financeira da companhia.