
- Lucro de R$ 374 milhões no 4T25 e ROE de 15,1%
- Carteira cresce 35,6% em 12 meses e NIM atinge 9,6%
- XP mantém recomendação neutra por potencial já embutido
O Inter (INBR32) apresentou lucro líquido recorrente de R$ 374 milhões no 4T25, alta de 36% na comparação anual e de 11% frente ao trimestre anterior. Além disso, o banco reportou ROE de 15,1%, reforçando a trajetória de recuperação da rentabilidade.
Ao mesmo tempo, a receita líquida alcançou R$ 2,4 bilhões, avanço de 30% em 12 meses, sustentada principalmente pela expansão da carteira e pela melhora da margem financeira. Ainda assim, a XP manteve recomendação neutra, pois entende que parte relevante da evolução operacional já aparece refletida no valuation.
Carteira cresce forte e NIM atinge novo pico
A carteira de crédito encerrou o trimestre em R$ 48,3 bilhões, com alta de 35,6% em um ano, impulsionada por crédito imobiliário, consignado privado e cartões. Com isso, o banco elevou o NIM 2.0 para 9,6%, novo recorde da série, refletindo melhor mix e disciplina de precificação.
Além disso, a base total de clientes chegou a 43,1 milhões, enquanto os clientes ativos somaram 25 milhões, com avanço consistente no índice de engajamento. A monetização também evoluiu, já que o ARPAC bruto subiu para R$ 58,5, fortalecendo a geração de receita recorrente.
Por fim, o funding manteve diferencial competitivo, com custo equivalente a 65,6% do CDI, mesmo em ambiente de juros elevados. Portanto, o banco reforça a tese de alavancagem operacional e ganho gradual de eficiência.
Qualidade de ativos sob controle, mas despesas avançam
A inadimplência acima de 90 dias fechou em 4,7%, leve alta trimestral, porém queda anual, enquanto a cobertura permaneceu robusta em 141%. Ainda assim, o mercado acompanha com atenção o avanço do consignado privado, que naturalmente carrega risco inicial maior.
Por outro lado, as despesas totais cresceram 21% em um ano, pressionadas por provisões sazonais, maior volume transacional e investimentos em estrutura. Como resultado, o índice de eficiência ficou em 46,7%, levemente acima do trimestre anterior.
No capital, o índice de Basileia atingiu 14,4%, enquanto o banco reforçou o balanço com emissões de capital híbrido no período. Dessa forma, a XP avalia que o crescimento permanece sólido, mas considera que a expansão de ROE já está, em grande parte, precificada.