Ranking do Santander

VALE3, AURA33, CYRE3 e mais 7 ações defensivas contra a IA

Estratégia ligada à inteligência artificial muda fluxo global e coloca empresas de ativos físicos no radar.

VALE3, AURA33, CYRE3 e mais 7 ações defensivas contra a IA
  • Estratégia HALO favorece energia, infraestrutura e mineração
  • Axia, Copasa e Orizon lideram ranking do Santander
  • Demanda física da inteligência artificial sustenta a tese

O mercado financeiro passou a olhar para um novo movimento chamado HALO trade, estratégia que favorece companhias ligadas a ativos físicos e infraestrutura. O conceito significa Heavy Assets Low Obsolescence, ou seja, negócios menos ameaçados pela inteligência artificial.

Com isso, analistas do Santander apontam que o Ibovespa pode continuar avançando após forte valorização recente, impulsionado pela migração de investidores para setores defensivos.

Quem lidera o ranking

O banco construiu um ranking considerando ativos tangíveis, risco tecnológico, desintermediação digital e proteção regulatória. Nesse filtro, três empresas ficaram no topo: Axia (AXIA3), Copasa (CSMG3) e Orizon (ORVR3).

Logo depois aparecem Brava Energia e PRIO (PRIO3), reforçando a preferência por energia e infraestrutura. Segundo a análise, são companhias menos expostas à substituição por tecnologia.

Além disso, a carteira sugerida ainda inclui Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3), Telefônica Brasil (VIVT3), Aura Minerals (AURA33) e Vale (VALE3).

Por que o dinheiro está mudando

Antes da pandemia, empresas industriais e reguladas negociavam com desconto perto de 20% frente às companhias digitais. Depois, esse desconto chegou a quase 50%.

Agora, porém, a diferença caiu para cerca de 35%. A razão é simples: investidores passaram a questionar o crescimento de longo prazo de negócios puramente digitais.

Além disso, a inteligência artificial exige energia, metais e infraestrutura. Data centers consomem grandes volumes de eletricidade e dependem de cobre, petróleo e redes elétricas.

Impacto global

O estudo mostra que mercados com maior peso de infraestrutura tendem a se beneficiar. Nesse cenário, o Brasil aparece entre os mais bem posicionados.

O fluxo internacional também reforça a tese, já que países produtores de recursos naturais ganharam destaque recentemente.

Mesmo assim, existe um risco relevante. Caso a inteligência artificial aumente fortemente a produtividade das empresas de tecnologia, o capital pode voltar para ações de crescimento.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.