Preocupações

CSN (CSNA3): Moody’s rebaixa nota e acende alerta sobre dívida; ação entra no radar do mercado

Agência cortou o rating nacional da CSN e manteve a companhia em revisão para possível novo rebaixamento, citando pressão financeira e desafios no refinanciamento.

Foto: Reprodução/Bloomberg
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  • Moody’s rebaixou a nota da CSN (CSNA3) de AA-.br para BBB.br.
  • Agência manteve o rating em revisão para possível novo rebaixamento.
  • Dívida elevada, queima de caixa e venda de ativos estão entre as principais preocupações.

A CSN (CSNA3) recebeu um sinal de alerta do mercado após a Moody’s Local Brasil rebaixar sua nota de crédito nacional de AA-.br para BBB.br. Além disso, a agência manteve o rating em revisão para um possível novo corte.

A decisão reflete preocupações com a estrutura de capital da companhia e com os desafios para administrar o elevado volume de dívidas em um ambiente de maior aversão ao risco.

Dívida e geração de caixa preocupam

Segundo a Moody’s, o processo de gestão dos passivos de curto e médio prazo tem se mostrado mais complexo do que o esperado.

Além disso, a agência aponta que a política financeira adotada pela companhia elevou os riscos em um momento de mercado menos favorável para captações e refinanciamentos.

Ao mesmo tempo, a expectativa de queima de caixa operacional e a demanda mais fraca no setor de aço aumentam a pressão sobre a liquidez da empresa.

Venda de ativos segue no centro da tese

A agência destacou que parte relevante da estratégia de desalavancagem da CSN (CSNA3) depende da venda de participações e ativos.

No entanto, esse processo continua sujeito a riscos relacionados tanto ao cronograma quanto aos valores que poderão ser efetivamente capturados nas negociações.

Por isso, a Moody’s decidiu manter a companhia em revisão, aguardando maior visibilidade sobre a execução do plano de redução da alavancagem.

Próximos meses serão decisivos

A evolução dos resultados operacionais e da geração de caixa será acompanhada de perto pela agência nos próximos trimestres.

Além disso, o mercado continuará monitorando a capacidade da companhia de refinanciar suas obrigações financeiras e avançar na reorganização da estrutura de capital.

Enquanto isso, o rebaixamento reforça a cautela dos investidores com empresas altamente alavancadas em um cenário de juros elevados e demanda industrial mais moderada.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.