
- Cerca de 20% do petróleo mundial passa por Ormuz
- Região não possui rota alternativa eficiente
- Bloqueio reduz oferta e eleva preços globais
O Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções após a escalada do conflito no Oriente Médio. A ameaça de bloqueio da rota marítima já provocou forte reação no preço do petróleo.
O motivo é simples: cerca de 20% do petróleo consumido no planeta passa diariamente por esse corredor marítimo.
O que é o Estreito de Ormuz
Localizado entre Irã e Omã, o estreito conecta o Golfo Pérsico ao Mar Arábico e serve como principal saída do petróleo produzido na região.
Além disso, o canal tem apenas cerca de 55 km de largura em seu ponto crítico, tornando-se um dos maiores gargalos energéticos do mundo.
Assim, qualquer interrupção ali afeta imediatamente a oferta global.
Por que o impacto é tão grande
Quase 90% do petróleo produzido no Golfo precisa atravessar essa passagem para chegar ao mercado internacional.
Além disso, cerca de um quinto do comércio global de gás natural liquefeito também passa pela região, principalmente exportações do Catar.
Portanto, se navios deixarem de circular, o mundo simplesmente não consegue substituir rapidamente esse volume.
Não existe alternativa rápida
Oleodutos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes até ajudam, porém conseguem transportar apenas uma pequena parcela do fluxo.
Ao mesmo tempo, rotas marítimas alternativas praticamente não existem ou aumentariam muito o tempo e o custo do transporte.
Assim, um bloqueio prolongado obrigaria produtores a reduzir produção, cenário que normalmente leva a disparadas no petróleo.