Tese mudou

CBA (CBAV3) perde fôlego após venda de controle e JP Morgan corta recomendação

Banco rebaixa ação para neutra e vê papel ancorado próximo aos R$ 10,50 da oferta pública.

Imagem/Reprodução Logo CBA
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  • JP Morgan rebaixa CBAV3 para neutra após venda por R$ 10,50 por ação
  • Ação passa a negociar próxima ao valor da OPA obrigatória
  • Potencial adicional depende do fechamento da transação

A venda do controle da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) mudou completamente a tese do papel. O JP Morgan rebaixou a recomendação de compra para neutra após a Votorantim fechar acordo para vender sua participação por R$ 10,50 por ação.

Desde o anúncio, o mercado reprecificou rapidamente os papéis. Assim, a ação passou a negociar próxima ao valor da oferta pública obrigatória, reduzindo o espaço para valorização adicional no curto prazo.

Papel deixa de ser tese operacional

Antes das primeiras notícias sobre a transação, a CBAV3 era negociada a cerca de R$ 4,07, o que implicava prêmio relevante em relação ao preço final acordado.

No entanto, após o anúncio, o papel se ajustou ao novo patamar. Portanto, segundo o JP Morgan, a ação deixou de refletir fundamentos operacionais e passou a ser um case orientado por evento.

Com isso, o desempenho tende a acompanhar principalmente o cronograma de aprovações e o fechamento da operação.

Potencial limitado até conclusão

O banco destaca que ajustará o preço de R$ 10,50 pelo CDI entre a assinatura e o fechamento. Além disso, poderá sofrer reduções caso haja distribuição de dividendos, JCP ou recompra de ações.

Embora a transação ainda dependa de aprovações regulatórias, incluindo análise antitruste, o JP Morgan não antecipa obstáculos relevantes neste momento.

Assim, o mercado espera que a CBAV3 funcione como instrumento de carrego até a conclusão do negócio, com potencial restrito enquanto o processo não se finaliza.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.