
- MDNE3 ganha liquidez após follow-on de cerca de R$ 500 milhões
- Expansão do Minha Casa Minha Vida pode impulsionar demanda por imóveis
- Bancos projetam potencial de valorização de até cerca de 40% para a ação
A Moura Dubeux (MDNE3) voltou ao radar dos investidores após a recente oferta subsequente de ações, que levantou cerca de R$ 500 milhões e ampliou significativamente a liquidez do papel.
Além disso, a expansão do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) proposta pelo governo pode impulsionar a demanda por moradias, favorecendo construtoras com forte exposição ao segmento.
Oferta aumenta liquidez das ações
Segundo o Bradesco BBI, o principal impacto da oferta foi a melhora relevante na liquidez das ações da Moura Dubeux (MDNE3).
O volume médio diário negociado dobrou, chegando a cerca de R$ 40 milhões, o que aumenta a visibilidade da companhia entre investidores institucionais e estrangeiros.
Assim, a maior liquidez pode facilitar novas entradas de capital e reavaliação de múltiplos da ação.
Minha Casa Minha Vida pode impulsionar crescimento
O governo propôs ampliar o Minha Casa Minha Vida, elevando o teto de renda da faixa superior de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
Além disso, o limite de preço dos imóveis da faixa 3 subirá de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto a modalidade para classe média pode chegar a R$ 600 mil por imóvel.
Para analistas, a expansão deve estimular o crédito imobiliário e favorecer construtoras expostas ao segmento, como a Moura Dubeux.
Estratégia mira habitação popular
Após a captação de recursos, a empresa pretende acelerar o crescimento no segmento de baixa renda, principalmente por meio da marca Ún1ca, ligada ao MCMV.
O plano prevê que a operação de habitação popular possa atingir R$ 1,5 bilhão em lançamentos até 2027, ante cerca de R$ 300 milhões em 2025.
Parcerias com a Direcional e o uso de métodos construtivos com formas de alumínio também devem ajudar na execução dos projetos.
Bancos veem forte potencial de valorização
Diversas casas seguem otimistas com as ações da Moura Dubeux (MDNE3).
O Bradesco BBI elevou o preço-alvo para R$ 47, enquanto o BTG Pactual projeta R$ 44, implicando potencial de valorização relevante.
Mesmo após uma alta de mais de 150% em 12 meses, os analistas avaliam que a ação ainda negocia com valuation atrativo, próximo de 5,3 vezes o lucro estimado para 2026.