
- Petrobras (PETR4) lidera recomendações das corretoras para renda passiva
- Cury (CURY3) aparece com o maior dividend yield da lista, acima de 20%
- BB Seguridade (BBSE3), Copel (CPLE3) e Allos (ALOS3) reforçam a lista de pagadoras consistentes
Em meio às incertezas do mercado, ações pagadoras de dividendos seguem entre as estratégias favoritas de investidores que buscam renda passiva. Nos últimos 12 meses, o IDIV, índice que reúne empresas boas pagadoras de proventos, acumulou alta de 49,12%.
Um levantamento com carteiras recomendadas das principais corretoras do país mostra quais empresas concentram mais indicações para março. O ranking destaca sete ações, lideradas pela Petrobras (PETR4), tradicional favorita para quem busca dividendos.
Ranking revela favoritas das corretoras
A Petrobras (PETR4) aparece no topo da lista com sete recomendações. Segundo analistas, o baixo custo de extração e forte geração de caixa sustentam margens elevadas e permitem manter pagamentos relevantes de dividendos.
Logo atrás surge a Auren Energia (AURE3), citada em algumas carteiras como Axia Energia (AXIA3), que também ganhou destaque nas recomendações gerais do mês. Assim, o papel combina fluxo estrangeiro positivo e valuation considerado atrativo.
Também aparecem entre as mais citadas Allos (ALOS3), Telefônica Brasil (VIVT3), BB Seguridade (BBSE3), Cury (CURY3) e Copel (CPLE3), empresas que mantêm políticas consistentes de distribuição de lucros aos acionistas.
Dividend yield chega a mais de 20%
Entre os destaques de retorno, a Cury (CURY3) apresenta dividend yield de 20,69% nos últimos 12 meses, o maior da lista. Analistas apontam o crescimento do lucro e ROE elevado como fatores que sustentam essa expectativa.
Ademais, a Copel (CPLE3) também chama atenção após a privatização, com DY de 13,72%, enquanto BB Seguridade (BBSE3) mantém atratividade com retorno próximo de 12%.
Por fim, a Allos (ALOS3) aposta em uma nova política de remuneração ao acionista com pagamentos mensais estimados entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação, estratégia que pode sustentar dividendos relevantes até 2028, segundo analistas.