
- Diesel da Petrobras (PETR4) está cerca de 30% abaixo do preço internacional
- Diferença é a maior desde 2022, segundo o Goldman Sachs
- Defasagem pode desestimular importações e afetar oferta no Brasil
O diesel da Petrobras (PETR4) passou a registrar defasagem de cerca de 30% em relação ao preço internacional, segundo relatório do Goldman Sachs divulgado nesta quinta-feira.
De acordo com o banco, esse é o maior desconto desde 2022, refletindo a forte alta do petróleo e dos combustíveis no mercado global.
Conflito no Oriente Médio impulsiona preços
A diferença surgiu após uma disparada nos preços internacionais de energia. Desde a última sexta-feira, o Brent subiu cerca de 16%, enquanto o diesel no mercado global avançou 33%.
Apesar da alta, a Petrobras (PETR4) costuma evitar repasses imediatos da volatilidade internacional para os preços domésticos.
Nesse cenário, a companhia afirmou que acompanha de perto os desdobramentos do conflito e deve observar o mercado antes de decidir sobre possíveis reajustes.
Defasagem pode afetar importações de diesel
O diesel importado representa cerca de 25% da oferta do combustível no Brasil, enquanto o restante vem principalmente das refinarias da Petrobras (PETR4).
Se a defasagem persistir, distribuidores e importadores independentes podem reduzir as compras no exterior, já que o preço interno se torna menos atrativo.
Ainda assim, o Goldman Sachs avalia que preços mais altos do petróleo podem beneficiar o segmento de produção da Petrobras, compensando eventuais pressões no refino.