Lucro histórico

Petrobras (PETR4) lucra R$ 110 bilhões e CEO dispara: “Quem apostar contra vai perder”

Magda Chambriard destaca avanço de 200% no lucro da estatal e reforça confiança no futuro da companhia.

Magda Petrobras
Rafael Pereira / Agência Petrobras
  • Petrobras (PETR4) registra lucro de R$ 110,1 bilhões em 2025
  • Resultado representa alta de 200% na comparação anual
  • Diesel da estatal está cerca de 30% abaixo da paridade internacional

A Petrobras (PETR3;PETR4) registrou lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, um salto de 200,8% na comparação anual, segundo balanço divulgado pela companhia.

Após o resultado, a CEO Magda Chambriard afirmou que os números mostram a força da estatal e enviou um recado direto ao mercado. “Quem apostar contra a Petrobras vai perder”, declarou em entrevista à Reuters.

Produção e exportações impulsionaram resultado

De acordo com a executiva, o desempenho reflete aumento da produção, maior volume de vendas e crescimento das exportações da companhia.

Além disso, a eficiência operacional e o avanço da produção no pré-sal ajudaram a compensar a queda do preço médio do petróleo.

Mesmo com o Brent recuando para cerca de US$ 70 por barril em média em 2025, a estatal conseguiu entregar um resultado robusto.

Agora, segundo Chambriard, o foco está em avaliar o novo cenário global para definir os próximos passos da empresa.

Alta do petróleo entra no radar

A CEO afirmou que a companhia acompanha de perto a forte alta recente do petróleo, impulsionada pela guerra entre EUA, Israel e Irã.

O movimento já começa a pressionar o mercado de combustíveis no Brasil.

Segundo a Fecombustíveis, algumas distribuidoras já estariam repassando aumentos aos postos devido à escalada do petróleo no mercado internacional.

Defasagem dos combustíveis cresce

Enquanto isso, os preços praticados pela estatal seguem abaixo das referências internacionais.

Relatório do Goldman Sachs aponta que o diesel vendido pela Petrobras (PETR4) está cerca de 30% abaixo da paridade internacional, a maior defasagem desde 2022.

Desse modo, apesar da pressão, a companhia ainda não anunciou reajustes nos combustíveis.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.